Biografia

Artigos publicados no esquerda.net:

  • Com esta reforma curricular, desenha-se um modelo de escola teórico, livresco e com apelo privilegiado à memorização.

  • Este sábado à tarde o Rossio será o ponto de encontro de muitos professores que, atirados para o desemprego, fazem muita falta às escolas. O protesto, convocado no facebook, é de todos/as, em nome da qualidade da escola pública.

  • Se a avaliação dos professores proposta por Nuno Crato é mais ligeira ou inexistente para uma grande parte dos docentes, a verdade é que insiste na penalização dos cada vez mais vulneráveis professores contratados.

  • Impor orientações sobre a forma como a comunidade académica se deve vestir em nada dignifica a instituição “Universidade”, pelo contrário, é uma machadada no espírito do saber, que se quer universal, libertador e imune ao preconceito.

  • O novo Ministro da Educação (e da Ciência e do Ensino Superior) despreza a escola progressista e as “pedagogias modernas”. Diz que um dos principais problemas da escola portuguesa é a falta de exames. O seu discurso fácil deve ser examinado.

  • Amargurada com o chumbo do modelo de avaliação docente, Isabel Alçada desabafou que a democracia não se faz na rua. Felizmente, foi graças à rua que a democracia venceu e é já no próximo sábado que a rua é outra vez palco da democracia.

  • Os cortes financeiros nos contratos de associação com escolas privadas aqueceram o ambiente educativo. No meio da poeira, mente o governo e mentem os privados.

  • Os bons resultados do PISA 2009 levaram Sócrates à euforia na exaltação das suas políticas educativas. Mas quando tentou enunciar as medidas do sucesso enganou-se. Afinal nem ele nem o Governo sabem explicar o que se passou.

  • Nos últimos quatro anos entrou apenas um professor nos quadros das escolas por cada 38 que saíram. José Sócrates pode encomendar as faixas de campeão da precariedade.

  • Afinal, o segredo do sucesso está no esforço de todos e no empenho das escolas em atingir as “metas”. E tudo será como num perfeito conto de fadas. A fada é a ministra simpática, motivadora e optimista.

  • A proposta da Ministra da Educação de acabar com os chumbos parece progressista mas não é. E confirma uma das marcas fortes deste governo: aparências, joguetes de comunicação e produção da imagem, um pacote sofisticado que esconde sempre a política do cifrão.

  • O encerramento de centenas de escolas e a constituição de mega-agrupamentos escolares - com um director para três mil alunos - é uma aberração pedagógica, mas cumpre às mil maravilhas a vocação tecnocrata deste governo.

  • Num dia uma professora foi impedida de continuar a leccionar por ter posado nua para a revista Playboy. Noutro dia ficámos a saber que um professor chamou “preto” a um aluno, e por isso terá que pagar uma multa de mil euros.

  • Fazer contar para um concurso de mobilidade de professores contratados as notas de um sistema de avaliação considerado injusto por todos, cuja aplicação foi caótica, e que o próprio governo decidiu substituir, seria de facto hilariante, se não constituísse um drama para milhares de professores e uma mossa na qualidade da escola pública.

  • O "acordo" assinado entre o Ministério da Educação e os sindicatos traduz uma derrota inequívoca das políticas de Sócrates. Só que o maior erro dos professores seria encará-lo como uma anestesia, inibindo a continuação de uma luta que tem mostrado valer a pena.