Através das redes sociais, o fundador do Wikileaks, Julian Assange, afirmou que esta organização está "actualmente a ser alvo de um ataque em massa sob a forma de negação de serviço", no entanto, afirma que "Os jornais El Pais, Le monde, Spiegel, Guardian e New York Times vão publicar muitos telegramas de embaixadas norte-americanas hoje à noite, mesmo que a Wikileaks deixe de funcionar".
Os documentos secretos norte-americanos que o Wikileaks irá começar a divulgar nas próximas horas dizem respeito a "todos os grandes assuntos", afirmou Julian Assange. Em conferência de imprensa, organizada pela associação de repórteres árabes para o jornalismo de investigação (ARIJ), o fundador do Wikileaks estimou o número de documentos em mais de um quarto de milhão e afirmou ter gasto "uma boa parte” da sua “energia” e do seu “tempo, durante o mês passado, a preparar a publicação da história da diplomacia norte-americana".
Entretanto, os EUA já vieram pedir desculpas ao Congresso e a diversos governos estrangeiros, entre os quais a Grã-Bretanha, Austrália, Canadá, Dinamarca, Noruega e Israel. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley declarou que "Essas revelações são danosas para os EUA e nossos interesses".
Os EUA, tal como tem vindo a acontecer, não desmentem o conteúdo dos documentos que irão ser divulgados, mas criticam o WikiLeaks pela divulgação dos mesmos, alegando que eles colocam em risco a segurança nacional e de indivíduos. O Departamento de Estado chegou a distribuiu uma carta do seu conselheiro jurídico Harold Koh dirigida a Julian Assange, a dizer que a divulgação é ilegal.
No que respeita ao conteúdo das informações que virão ser tornadas públicas, a Reuters adiantou que deve incluir milhares de comunicações diplomáticas citando suspeitas de corrupção na Rússia, Afeganistão e outros países da Ásia Central. O jornal londrino Al Hayat, por sua vez, anunciou que um dos documentos a serem revelados mostra que a Turquia ajudou a Al Qaeda no Iraque e o Washington Post afirma que será denunciado o apoio dos EUA ao PKK, grupo separatista curdo que luta contra o governo turco desde 1984.
Também existem suspeitas de que os documentos venham a revelar pressões exercidas pelo EUA sobre diversos países para que eles aceitassem receber prisioneiros da base de Guantánamo.