Centenas de pessoas, entre profissionais de saúde, pacientes e famílias inteiras, concentraram-se este domingo em frente à Maternidade Alfredo da Costa contra o seu encerramento, respondendo ao apelo que pedia que as pessoas levassem flores para desenhar com elas o logotipo da Maternidade.
Assim, a concentração foi colorida por rosas, gerbérias, cravos e outras flores que foram dispostas no relvado em frente à maternidade.
Crianças que lá nasceram participaram no protesto, muitas com autocolantes a informar que ali nasceram ou cartazes dizendo "É graças a esta casa que eu conto para a taxa de natalidade deste país".
Os profissionais de saúde, entre pediatras, ginecologistas ou obstetras que trabalham na maternidade, e alguns internos daqueles serviços, também participaram, alguns recolhendo assinaturas para a petição contra o encerramento da MAC que circula com o objetivo de ser entregue ao Parlamento. Na Internet, a petição já conta com mais de 13 mil assinaturas.
"A nossa maior preocupação é considerar que o encerramento vai diminuir os cuidados de saúde para a criança e a mulher", afirmou à Lusa a médica Maria Luísa Martins, defendendo que "não se mexe numa equipa [de profissionais de saúde] ganhadora" e mostrando preocupação sobre a formação futura dos internos daquelas especialidades.
As auxiliares que trabalham na maternidade também se fizeram representar no protesto e manifestaram preocupação com o seu futuro profissional, especialmente as que têm vínculo precário.
Recorde-se que o ministro Paulo Macedo disse que a MAC teve uma redução de 6.000 para 3.000 partos anuais, dados que justificariam o seu encerramento. Mas os números são desmentidos pela médica obstetra Ana Campos, que contabiliza: em 2009 registaram-se na MAC 5.244 partos, número que em 2010 subiu para os 5.328 e em 2011 para os 5.583.
Para quinta-feira, dia 19, está marcado um desfile entre a MAC e o Ministério da Saúde.