Os trabalhadores dos entrepostos do Lidl da Marateca, Ribeirão e Torres Novas estão em greve até ao final do dia de quarta-feira. A paralisação poderá afetar a entrega de encomendas nas superfícies comerciais do grupo, apesar da administração ter contratado temporários para substituir os grevistas, denunciou o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).
As principais razões deste protesto de 36 horas são o facto dos trabalhadores não terem aumentos há vários anos, ao mesmo tempo que muitos deles continuam em situação precária, vinculados a agências de trabalho temporário, apesar de ocuparem postos de trabalho permanentes nos entrepostos.
A agência Lusa ouviu Célia Lopes, do CESP, explicar que estes três entrepostos os armazéns “são muito importantes” para o Lidl, uma vez que o da Marateca abastece toda a região sul, o de Ribeirão a zona norte e Torres Novas o centro.
A agência Lusa ouviu Célia Lopes, do CESP, explicar que estes três entrepostos os armazéns “são muito importantes” para o Lidl, uma vez que o da Marateca abastece toda a região sul, o de Ribeirão a zona norte e Torres Novas o centro. “Existe um outro armazém no Linhó, onde fica a sede da empresa, mas cujos trabalhadores não fazem greve. Não que eles não estejam de acordo mas porque não tivemos condições de, em tempo útil, cumprir prazos para a emissão de um pré-aviso de greve. No Linhó não havia estrutura sindical (agora já há), o que dificultou a realização de plenários”, explicou a sindicalista.
A empresa tem mantido uma posição intransigente de "de não negociar aumentos salariais" de um euro por dia, adianta o sindicato, acrescentando outras reivindicações destes trabalhadores, como o direito a descontos na aquisição de produtos nas lojas do grupo ou a existência de "música ambiente para o entreposto".