Trabalhadores da Autoeuropa cortam estrada em protesto pela falta de acessos seguros

18 de junho 2012 - 17:09

Esta segunda-feira de manhã, cerca de 40 trabalhadores da Autoeuropa ocuparam e cortaram a estrada que liga a estação ferroviária de Penalva ao parque industrial. O protesto, que reclama acessos pedonais naquela via perigosa, foi simbólico mas parou o trânsito.

PARTILHAR
“É uma zona sem iluminação, sem acessos pedonais, ou seja, são acessos de terceiro mundo para um parque industrial moderno, de alta tecnologia”, comentou António Chora, em declarações à SIC Notícias.

Esta segunda-feira de manhã, a coordenadora das Comissões de Trabalhadores do parque industrial da Autoeuropa promoveu uma ação de protesto que juntou cerca de 40 pessoas, entre trabalhadores e representantes sindicais das empresas do parque. A ação implicou a ocupação e o corte da estrada que liga a estação de comboios de Penalva ao parque de estacionamento e entrada principal da Autoeuropa e respetivo parque Industrial. O protesto foi simbólico mas parou o trânsito.



Em causa está a ausência de acessos pedonais entre a estação e as empresas, situação que torna aquele percurso muito perigoso para os peões e dado a acidentes com veículos. Quem é mais afetado pelo perigo são os formandos da ATEC e os trabalhadores do parque industrial que utilizam o transporte público da Fertagus.



Segundo António Chora, representante da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, já houve alguns “quase acidentes” e “o perigo é iminente”. “É uma zona sem iluminação, sem acessos pedonais, ou seja, são acessos de terceiro mundo para um parque industrial moderno, de alta tecnologia”, comentou em declarações à SIC Notícias.



Há dois anos, a REFER reformou a zona envolvente da estação mas deixou os acessos pedonais por construir. Assim, neste momento, para quem chega de comboio o único acesso é feito por uma estrada com curvas apertadas, sem passeios e sem iluminação.



Reunidos no local, os trabalhadores prometeram mais protestos e tornaram pública a exigência de uma resposta urgente por parte da REFER.