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Taxa de desemprego no Norte bate máximo histórico

A taxa de desemprego no Norte bateu novo máximo histórico no terceiro trimestre, fixando-se em 13,2 por cento, revela o relatório de conjuntura divulgado esta terça-feira pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).
O diferencial entre as taxas de desemprego feminino e masculino observadas na região Norte (16,3% e 10,5%, respectivamente) é agora maior do que alguma vez tinha sido registado. Foto Paulete Matos

“Este súbito agravamento foi sentido sobretudo entre as mulheres (cuja taxa de desemprego chegou a 16,3%) e os jovens (com 24,6%) - novos máximos históricos, em ambos os casos”, salientam os autores do documento, citados pelo Correio do Minho, notando que a taxa de desemprego subiu um ponto percentual face ao trimestre anterior. Nos homens, as variações foram bastante inferiores, fixando-se a taxa de desemprego em 10,5 por cento no terceiro trimestre.

A desigualdade entre homens e mulheres é mais visível no Norte: “Também o diferencial entre as taxas de desemprego feminino e masculino observadas na região Norte (16,3% e 10,5%, respectivamente) é agora maior do que alguma vez tinha sido registado”, realçam os autores do relatório “Norte Conjuntura”, referido pelo mesmo jornal.

No documento, é salientado ainda que “a diferença entre os níveis de desemprego regional e nacional registou também um novo máximo”, dado que, “a nível nacional, a taxa de desemprego no terceiro trimestre foi de 10,9 por cento”.

O aumento da taxa de desemprego no Norte “foi extensivo a todos os níveis de instrução”, mas, no caso dos licenciados, “tal agravamento corresponde tão só a um pico sazonal que sempre se faz sentir nos terceiros trimestres”, e que foi agora inferior aos últimos três anos.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), no último ano aumentou em 36 mil o número de desempregados no Norte, com destaque para os provenientes da indústria transformadora (mais 12 mil) e do comércio (mais 10 mil).

A CCDR-N nota, contudo, que a divergência entre as duas medidas do desemprego na região Norte “é agora a maior desde há quatro anos”, com o INE a apontar para 263 mil desempregados (mais 15,9% do que no período homólogo) e o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) a contabilizar 245 mil desempregados registados (mais 8,5%).

Dos concelhos do Norte com mais de cinco mil desempregados, Gaia (+12,0%), Santa Maria da Feira (+13,6%) e Barcelos (+13,8%) registaram no terceiro trimestre crescimentos do desemprego acima de 10 por cento em termos homólogos.

O número de desempregados registados pelo IEFP aumentou mais de 20 por cento no último ano em quinze concelhos do Norte, tendo esse crescimento sido superior a 35 por cento em quatro deles, Miranda do Douro, Mirandela, Boticas e Penedono.
 

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