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Resultados do Bloco nas eleições autárquicas de 2013

Nas eleições autárquicas do passado domingo, o Bloco de Esquerda elegeu um total de 8 vereadores, dois em concelhos onde nunca tinha elegido, 100 deputados municipais e 138 membros para as assembleias de freguesia. As listas independentes apoiadas pelo Bloco obtiveram resultados importantes. (em atualização)
Foto de Paulete Matos

Com 99,97% dos votos contados e 9 freguesias por apurar, o Bloco de Esquerda obteve 2, 42% dos votos para as Câmaras Municipais, 3,16% para as Assembleias Municipais e 2,31% para as Assembleias de Freguesia.

Com estes resultados o Bloco elegeu um total de 8 vereadores, 100 deputados municipais e 138 membros para as assembleias de freguesia.

Num total de 8 vereadores, 2 são em concelhos em que o Bloco nunca tinha tido elegido qualquer representação na Câmara. Em Torres Novas, foi eleita a deputada Helena Pinto e em Portimão, o dirigente nacional e destacado ativista da luta contra as portagens na Via do Infante, João Vasconcelos. Os restantes 6 foram eleitos em Salvaterra de Magos (2), onde o Bloco perdeu a Câmara, Entroncamento (1), Seixal (1), Moita (1) e Olhão (1).

Em 2009, o Bloco de Esquerda tinha obtido 3,02% para as Câmaras Municipais ( 9 vereadores: 4 em Salvaterra de Magos, mais Entroncamento, Almada, Moita, Seixal e Olhão), 4,18% para as Assembleias Municipais (139 deputados) e 2,96% para as Assembleias de Freguesia (235 eleitos).

Listas independentes e coligação no Funchal obtêm resultados importantes

A coligação “Mudança”, encabeçada por Paulo Cafôfo e integrada pelo Bloco de Esquerda, obteve um resultado histórico ao vencer a principal autarquia da região autónoma da Madeira, impondo uma pesada derrota ao jardinismo. O mesmo se sucedeu em Santa Cruz, onde uma lista independente, apoiada pelo Bloco, obteve uma expressiva maioria absoluta com 64,42% dos votos.

A lista independente, “Cidadãos por Coimbra”, apoiada pelo Bloco de Esquerda, conseguiu eleger José Augusto Ferreira vereador, 4 deputados municipais e 14 membros para as Assembleias de Freguesia.

Em Braga, a lista “Cidadania em Movimento” obteve 5,32% para a Câmara Municipal. Apesar de não ter conseguido eleger nenhum vereador, com 7, 09% elegeu dois deputados municipais e 29 membros para as Assembleias de Freguesia.

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Termos relacionados Autárquicas 2013, Política

Comentários

Mas qual grande vitória?
Qual o ponto em que o BE foi superior às eleições de 2009?
Não se confundam com aqueles que ganham sempre, independentemente do resultado. Na realidade, desta vez até ganharam.

AH...AH...AH...AH...
QUE GRANDE VITÓRIA, ATÉ PARECES O CAVALO BRANCO QUE DEUS TENHA. PARA NÃO TE CHAMAR CAVALO DE D. JOSÉ OU BURRO DO MOLEIRO, QUE ATÉ É BEM INTELIGENTE E PODIA OFENDER O BURRO. NÃO GANHASTES AS ELEIÇÕES, NÃO TIVESTES A MAIORIA, ATÉ PERDESTES QUALQUER COISA. ONDE ESTÁ A GRANDE VITÓRIA?

Não concordo com o Albino, pela simples razão de que a Câmara de Salvaterra não punha em prática a política do BE, e, em aspetos humanistas até era contrária, repito: contrária. Aliás, vi na internet a crítica a coisas simples, mas que não foram reparadas...
O que é um facto é que o Bloco de Esquerda não tem capacidade organizativa. Do que me apercebo a organização é um desastre. Assim, até considero os resultados bons, face à desorganização. Quando se trabalha obtêm-se resultados. Deve ter sido isso o segredo do Algarve.

Há que reflectir.... "demasiados espinhos para rosas tão pequeninas". É preciso fazer mais, muito mais, fazer melhor e fazer diferente, (com o essencial)para dar aos portugueses uma verdadeira alternativa de esquerda. Ou conseguimos chegar às pessoas rompendo os bloqueios da comunicação, ou...
Façamos uma reflexão séria!!

É urgente avaliar a acção política dos coordenadores. Parece que não podemos fazer aquilo que tanto criticávamos a Álvaro Cunhal que era considerar as derrotas vitórias.
Estamos perante um grande insucesso. Há que encarar o problema com frontalidade.

Péssimo resultado, não se deve tapar o sol com a peneira... Reflexão e auto-crítica precisam-se. Porque não começar com um recuo ao tempo das más escolhas, "exorcizando" o que ainda resta do "fantasma" que Alegre se fez triste, numa manhã de nevoeiro caminhando em zigue-zague ao encontro duma cadeira em Belém? E, por favor!, não se precisam tantos coordenadores para tão pouco a coordenar...

Infelizmente, partilho da opinião de grande parte dos comentários. Parece-me a mim que algo vai mal no seio do bloco. Acredito que não tenha-mos os recursos de outras forças politicas, mas na minha freguesia, em Lisboa, não vi nenhuma actividade de campanha do bloco nem um panfleto na caixa de correio, inclusivamente nem sequer quem era o candidato á minha junta de freguesia...

Ao ler o texto fez-me lembrar os discursos dos principais lideres políticos portugueses que, apesar de terem perdido tudo e mais alguma coisa, continuam a cantar vitória.
Não podemos continuar a ser um partido que apenas tem vereadores e elementos na assembleia municipal. É preciso ir mais longe. É inacreditável como se perdeu a câmara municipal.
Ficou mais do que provado que, desde a saída de Francisco Louçã, a liderança a dois não funciona. A mensagem não passa e há falta de acutilância verbal nos discursos, chegando muitas vezes a parecer a cassete do PCP, que ao que parece funcionou para os lados deles, pois souberam renovar. No Porto e Gaia os candidatos passaram despercebidos e com uma mensagem que não cativava ninguém. É caso para utilizar o slogan do José Soeiro no Porto e aplicar no Bloco: " Virar o Bloco ao contrário".
Novidades precisam-se urgentemente pois caso contrário vamos ser sempre mais um partido que um dia destes terá o seu fim.

Já tinha utilizado a imagem do bloco ao contrário, pela eventual necessidade de algo a fazer. Mas o André sabe, que nada mais se pode fazer com este Bloco, refém de alguns grupos ou tendencias. Deve lembrar a iniciativa, com largas centenas de contributos, que antecedeu a última conferência, e nem um único contrbuto foi foi tido em conta.E alguns eram muito valiosos, pois apontavam soluções e práticas a erradicar. Aliás, muitos a escreverem no Esquerda.net, iludiram-se que estariam a tempo de mudar algo, e não perceberam, que esta iniciativa, mais não passou do que mascarar a crise de militãncia e linha politica. E funcionou.Estou firmemente convicto, que nada se irá alterar, e o Bloc traçou o seu destino.

Embora seja simpatizante do Bloco, reconheço que qualquer coisa não está bem dentro do partido. Apelo-vos a uma reflexão para que recuperem e venham a ter um melhor resultado nas próximas legislativas.

pois lamento dizer mas estas eleições foram uma fracasso. O Bloco tem de redefinir a estratégia e as suas prioridades. não se pode falar da violência dos animais ao mesmo tempo que se exige a demissão do governo. Primeiro resolvem-se as contradições primárias que são a troika, a direita e o capitalismo. e depois destas resolvem-se as secundárias. a continuar por este caminho o bloco arrisca-se a desaparecer do parlamento.
e pelos vistos a liderança com 2 líderes não está a funcionar, parecia uma boa ideia mas não está a resultar.

MUITÍSSIMO DEPRIMIDO. NOTAS SOLTAS

O Bloco perdeu em toda a linha e a Direita, apesar de estrondosa derrota, vai continuar a destruir o que resta do Estado Social.
O Bloco necessita de virar-se para a organização das lutas e da resistência popular. Definir-se como um partido revolucionário. Formar uma consciência coletiva condizente com as referidas características. Inventar uma nova militância. Sem concessões ao sectarismo do "socialismo burocrático", nem simpatias pelas predominantes correntes direitistas da social-democracia. Para os primeiros, existe o PCP e os velhos esquerdistas Estalinistas; para os segundos, o confortável PS Social Liberal. Sem Ideias Novas, sem Novos Afectos, sem Novas Paixões, sem a profunda Crença no Mundo, o discurso dos dirigentes e dos militantes são vazios. Parece ser discursos desligados do corpo de quem os debita.

A época da “Frente Parlamentar”, da competência tecnocrática e da construção de imagens para a Comunicação Social acabaram. A época da ilusão Syriza também. Se na Grécia, a Esquerda Radical poderá ser governo, em Portugal a Esquerda Radical, com as suas lutas intestinais, com as jogadas dos aparelhos dentro do aparelho, pode implodir.

Os militantes de Esquerda não devem ser meras correias de transmissão do partido, mas também não podem ficar à espera que as lutas de resistência brotem espontaneamente.

As lutas e a consciência revolucionárias constroem-se, fabricam-se. A lógica da Comunicação Social e da Opinião Pública (instâncias de “Anti- Produção) são inimigos ferozes desse trabalho. O Socialismo não pode ser para amanhã. Tem de ser inventado vivido, agora. Já!

O essencial foi dito. Há que ter a humildade de reconhecer que a estratégia precisa de ser revista. Para sair vencedor o Bloco precisava ser mais atrativo. Queria destacar e elogiar a pessoa de João Semedo: a seriedade, a combatividade, a experiência...
Aguardo mudanças

Só com clareza lá vamos.

Apesar de alguns resultados interessantes, Torres Novas e Portimão, e o apoio a listas que venceram o jardinismo no Funchal e em Santa Cruz, a verdade é que o BE sofreu um pesado desaire.

O pior que o BE pode fazer é tentar negar o óbvio.

O País está mergulhados na crise, com um governo sem credibilidade,o BE tem estado na primeira fila a denunciar os Relvas os Machetes, as miss Swaps.

Tem levado a cabo campanhas importantes para as populações , como a denuncia da lei das rendas.

E no entanto o eleitorado ignorou-o, e o voto de protesto beneficiou sobretudo , o PCP e em parte o PS.

As razões deste desastre serão múltiplas, e algumas terão a ver com conjunturas locais , caso de Almada, mas no geral, o povo não votou Bloco de Esquerda e não foi por causa do candidato A ou B não ser credível ou não ter meios para fazer campanha.

Se formos por aí e não quisermos analisar as causas profundas desta falhanço, o BE irá de derrota em derrota , até se transformar num grupinho sem expressão.

Será que o povo entende realmente para que serve hoje o BE.

Será que as sucessivas colagens ao PCP, e reuniões com o PS com este partido a bater-nos com a porta na cara, nos credibilizam.

Uma ultima e breve palavra para Lisboa, que critério seguiu o BE para nalguns bairros de Lisboa, o meu inclusive,decidir apresentar lista para a Junta e não fazer campanha local , resultado perdeu-se o representante que existia há vários mandatos.

Saudações.

Estou triste por ver o Bloco a caminhar iresponsavelmente para um lugar que não merece.
Estas eleições demonstram a critica que venho fazendo ao Bloco de Esquerda de se ter tornado num partido arrogante cheio de intelectuais que julgam saber toda a ciencia politica mas que na realidade nada ou pouco sabem e não conhecem o povo sim o povo os operarios do minho que ganham só 485€ sim os reformado dos 280€. enfim o povo que vota.
Trabalhei e ajudei para que no meu distrito (Braga) e no meu concelho (Barcelos) nos tornase-mos numa alternativo de esquerda ao conservadorismo passadas 4 eleições autárquicas regressamos aos resultados da primeira campanha eleitoral autarquica.
Se os nossos dirigentes distritais e nacionais não tem capacidade de dar vitorias ao Bloco de esquerda dimitam-se

É bom refletirmos bem no seguinte: tirando o grande resultado que o Bloco teve em Portimão (12% para a câmara, 13% para a AM, eleitos em TODOS os órgãos autárquicos do concelho) e, embora menos, o resultado de Torres, o único sítio onde realmente podemos falar de uma vitória é no Funchal. E no Funchal, contrariamente à estratégia escolhida na última convenção relativa à política autárquica, o Bloco venceu ao integrar uma coligação SEM toda a Esquerda.

O que isto significa é que esta estratégia de "alianças sim, mas só com toda a esquerda" falhou em toda a linha. Foi uma estratégia errada desde o início e impediu que pelo menos se tentasse estabelecer outras coligações potencialmente vencedoras em outros municípios. Desde logo em Portimão, onde sempre foi absolutamente impossível uma coligação com o PS, mas uma aliança com o PCP teria podido discutir a vitória eleitoral com o PS. Acho até bastante provável que essa vitória se tivesse concretizado. Assim, nós ficámos em 4º e eles em 5º e últimos.

Mesmo sendo duvidoso que eles (PCP) aceitassem, teria sido importante tentar.

Mas não foi só a estratégia autárquica que falhou. Falharam muito mais coisas. A liderança bicéfala, apesar de estar a resultar bastante melhor do que eu temia, não deixa de ser um fator de distração do que é realmente importante: a transmissão da mensagem do Bloco. Ruído numa comunicação que precisava de ser totalmente clara. Estes ridículos joguinhos de "saio-da-liderança-mas-vou-logo-a-seguir-criar-mais-uma-corrente-interna" também só servem para corroer a imagem externa do Bloco E a sua coesão interna. E João Semedo, com cujas ideias eu simpatizo bastante (à parte ter apoiado a corrente nova e as lamúrias em noite eleitoral de derrota sobre a comunicação social, fazendo lembrar o discurso habitual do PCP - a derrota devia ter sido assumida imediatamente e sem subterfúgios), é um homem sem carisma absolutamente nenhum. Não devia, as ideias deviam ter preponderância, mas a verdade é que em política isso conta, e muito.

E não temos de ter medo de levar com a porta na cara. Mais vale estarmos disponíveis para aproximações e acordos e serem os outros a excluir-nos do que sermos vistos como culpados pela ausência de soluções, como somos por todos aqueles que bradam que os políticos são todos iguais. Agora, temos é de saber quando e principalmente COMO fazer as coisas. Não nos podemos deixar outra vez encurralar em culpas que não nos pertencem. Quando, em plena crise política, o PS declara que "reuniões só com todos", o que nós devíamos ter dito era "muito bem, estamos disponíveis para nos reunirmos desde que o presidente da república nos convide como fez com os outros" em vez de passarmos a ideia de que connosco nunca. O presidente não convidaria, e quem ficava entalado era o PS, que ou teria de voltar com a conversa atrás, ou faria finca-pé na ideia original e não entraria aquela farsa em que acabou por entrar. Só para dar um exemplo do tipo de coisa que vai corroendo o apoio ao partido.

Ah, e um bocado mais de ligação entre a direção e as bases também não era nada mal pensada, já agora. Sim, que embora às vezes não pareça, o Bloco TEM bases. Mas não vou entrar muito nisso, que esta mensagem já vai demasiado longa.

O resultado de Salvaterra só terá sido surpresa para quem ignorou ou calou todas as queixas que sobre a gestão Anita & Companhia se fizeram desde, pelo menos, 2006. O Bloco, com o então líder Louçã à cabeça, fizeram sempre questão de apoiar, secundar e defender a gestão desse grupo de pessoas que, desde uma maioria absoluta conseguida por vias claramente caciquis, clientelares ou como lhe queiram chamar, fez e desfez sem ouvir a oposição, sem aceitar a mais pequena crítica, perseguindo tod@s aqueles que discordavam ou questionavam ações ou meras formas de agir. Fico contente, desde a Esquerda, da derrota do BE em Salvaterra. Mas, ao mesmo tempo, inquieto com a vitória socialista, já que é de tod@s conhecida, pelo menos em Salvaterra, a forma de fazer política dos socialistas locais, que geriram o concelho durante mais de 20 anos, precisamente antes de chegar a Anita. Pobre concelho, que dança entre Panamá e Panapior, entre arrogâncias caladas e berradas, entre perseguições políticas aos seus funcionários públicos municipais...

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