Os trabalhadores da REN (Redes Energéticas Nacionais) lutam contra os cortes salariais e exigem o cumprimento do acordo colectivo de trabalho, que é idêntico ao da EDP.
Franco Antunes, dirigente sindical da Fequimetal (Federação de Sindicatos das Indústrias Eléctricas e Metalomecânicas), declarou à agência Lusa: “Os trabalhadores querem o mesmo tratamento dos da EDP porque o acordo colectivo de trabalho é o mesmo, tendo a administração comprometido-se a cumprir o que ficou acordado”.
A greve terá quatro fases: de 1 a 8 de Março, será de duas horas no início do período de trabalho: de 9 a 15 de Março, será de duas horas de trabalho no final do dia de trabalho; de 16 a 23, será de três no início do trabalho; de 24 a 31, será também de três horas, mas no final do período de trabalho.
Em declarações à Lusa, o dirigente sindical esclareceu que a greve poderá afectar obras e investimentos em curso em cidades e regiões, mas não afectará os consumidores, porque a REN opera em alta tensão e não distribui electricidade. A REN tem 49% do capital privatizado e os trabalhadores discordam da distribuição dos lucros pelas accionistas, sublinhando que “são sempre os mesmos a pagar a crise”.