Portugal: Salários são menos de metade do que a média dos países do euro

07 de abril 2017 - 16:45

Apesar da recuperação verificada em 2016, os portugueses auferem, em média, 13,7 euros por hora, ou seja, menos de metade dos restantes trabalhadores dos países da zona euro, indica um estudo do Eurostat.

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Os portugueses ganham três vezes menos do que os belgas. Foto Veolia
Os portugueses ganham três vezes menos do que os belgas. Foto Veolia

Segundo dados revelados nesta quinta-feira pelo o gabinete de estatísticas da União Europeia (Eurostat) relativos ao custo horário da mão de obra nos países da União Europeia (UE), o salário médio de um português é três vezes menor do que ganham os trabalhadores belgas que são os mais bem pagos.

O estudo daquele organismo indica que o custo laboral por hora em Portugal subiu 2,5 por cento em 2016 face ao ano transato, um valor acima da média da UE que foi de 1,6 por cento mas ainda assim é o sexto mais baixo da zona euro.

Medidas da troika penalizaram fortemente os salários

De acordo com os dados do Eurostat, antes da medidas de austeridade impostas pela troika o custo médio do trabalho tinha um valor percentual de mais de 48 por cento (em 2008) e neste momento esse valor representa 46 por cento.

Aquele organismo europeu indica ainda que o nível de recuperação foi o 12º mais forte registado entre os Estados-membros, tendo igualado a recuperação da Alemanha, embora o salário por hora de um trabalhador daquele país seja de 33 euros, mais do dobro do português.

Excetuando a agricultura e a administração pública, no conjunto das atividades económicas os custos fixaram-se em média nos 25,4 euros no conjunto dos 28 países da União Europeia, sublinha o relatório, que aponta ainda variações muito significativas que vão desde o valor mais baixo, de 4,4 euros registado na Bulgária, até ao mais alto, na Dinamarca, de 42 euros.

Nos países da zona euro, aquele que tem melhores remunerações é a Bélgica com 39,2 euros à hora, enquanto no pólo oposto está a Lituânia, com 7,3 euros.

Refira-se que nos salários considerados pelo Eurostat incluem-se os descontos das entidades patronais para sistemas de segurança social e outros impostos a seu cargo que incidam sobre o trabalho e não contemplam subsídios ao trabalho e apoios de formação profissional.

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