"Temos projetado para 2018 o poço de avaliação", disse o presidente da Galp, referindo que “tem tudo preparado” para furar no mar a 46 quilómetros ao largo de Aljezur e a 80 quilómetros de Sines. Carlos Gomes da Silva não especificou a área exata deste furo exploratório.
O furo terá a profundidade entre os 1200 e os 1600 metros e segundo o presidente da Galp, tem como objetivo avaliar “o potencial marítimo em termos energéticos”.

O consórcio constituído pela Galp Energia (30%) e liderado pela petrolífera italiana Eni (70%) tem a concessão de três áreas para a prospecção de petróleo na costa alentejana, denominadas Lavagante, Santola e Gamba, que totalizam 9.100 quilómetros quadrados ao largo da costa alentejana.
Na conversa com os jornalistas, o presidente da Galp disse ainda que a companhia devolveu três das quatro áreas concessionadas para furos exploratórios, que detinha na bacia de Peniche. As áreas concecionadas são denoiminadas Camarão, Ameijoa, Mexilhão e Ostra. Carlos Gomes da Silva não referiu qual das quatro é que foi escolhida para futura exploração. A justificação dada para a desistência foi que “as três zonas não têm magnitude nem dimensão que justifiquem o desenvolvimento do projeto” disse Carlos Gomes da Silva. A petrolífera registou imparidades de 22 milhões de euros relativas a esta decisão.
Ambientalistas marcam protesto para dia 12 de Agosto
O movimento Standing Rock, liderado pelo ativista e artista americano John Quigley já tinha marcado uma ação na praia de Odeceixe. A manifestação integra os coletivos ASMA (Associação de Surf e Atividades Marítimas do Algarve), ALA (Alentejo Litoral pelo Ambiente), Climáximo e os municípios de Aljezur e Odemira que se juntam ao encontro internacional “Defend the Sacred: Imagina uma Alternativa Planetária”, em Tamera.