Segundo cálculos da Société Générale, o banco do Estado poderá ter perdas de 850 milhões de euros numa futura venda do Novo Banco.
A estimativa desta instituição bancária, a que o semanário Expresso teve acesso, aponta que o Novo Banco deverá ser vendido, na melhor das hipóteses, por 2 mil milhões de euros. Para chegar a este número usa um valor de 0,5 vezes o price to tangible book value (PTBV) — um indicador-chave para avaliar preços numa operação de venda — do Novo Banco, tendo por base os “resultados desapontantes divulgados”, explica o jornal.
No entanto, o valor de uma alegada venda não é dado como certo, podendo estar sobrestimado. Para esta fundamentação é dado o exemplo do Bankinter que adquiriu o Barclays Portugal por 0,4 vezes o PTBV. Isto é, um valor inferior.
Desta forma, se se assumir perdas de 2,9 mil milhões de euros no processo de venda do Novo Banco - recorde-se que foram injetados no banco 4,9 mil milhões de euros pelo Fundo de Resolução - a Caixa Geral de Depósitos deverá ter perdas na ordem dos 850 milhões de euros, uma vez que contribuiu com 30 por cento do valor total do Fundo.
O banco público comportará a maior fatia da fatura da venda do Novo Banco. Se, por exemplo, a Caixa necessitar de ir ao mercado financiar-se, esta perda já será tomada em conta na avaliação de risco do banco, fazendo aumentar o custo da operação, sublinha o Expresso.
O BCP deverá assumir de 20% das perdas, 580 milhões e o BPI 10%, 290 milhões.
Ao contrário do que o Governo sempre garantiu, a resolução do Banco Espírito Santo (BES) em agosto de 2015 provocará prejuízo ao Estado e aos contribuintes.
Catarina vs. Passos: “Na resolução do BES e no Novo Banco, acabamos lesados 3 vezes" #Legislativas2015 #Bloco2015 pic.twitter.com/9oEU4WJ42s
— Esquerda.Net (@EsquerdaNet) 11 setembro 2015