A 3 de março, o presidente da Arrow Global, Jonathan Bloomer, anunciava, em comunicado, a contratação: "Estou encantado por Maria Luís Albuquerque se juntar à direção enquanto diretora não-executiva. Enquanto membro ativo do Parlamento Português que desempenhou cargos superiores nas finanças e tesouro no setor público Português, Maria Luís trará uma experiência rica em gestão de dívida e internacional".
O “fundo abutre” que contratou Maria Luís Albuquerque, que lucrou com a compra de crédito malparado ao Banif e está hoje a avaliar os ativos tóxicos que o Santander não quis, pagará à ex ministra do PSD um ordenado de cinco mil euros brutos por mês. Segundo avança o Diário de Notícias, Maria Luís Albuquerque trabalhará em média dois a quatro dias por mês e terá de assegurar a sua presença em 10 reuniões por ano.
De acordo com o Correio da Manhã, ao ordenado são ainda somados 10 mil euros pela participação nas reuniões e um prémio em função dos resultados obtidos, o que perfaz os 100 mil euros anuais.
A antiga ministra pretende manter o seu lugar na bancada parlamentar do PSD, pelo que acumula o salário de deputada de mais de três mil euros mensais.