“Mais de quatro milhões de pessoas são afectadas de um modo ou de outro” pelas inundações e desmoronamento de terras devidos à monção, explicou o chefe do gabinete de coordenação dos assuntos humanitários da ONU (OCHA) no Paquistão, Manuel Bessler, durante uma teleconferência com Genebra a partir de Islamabad.
“Aquilo a que assistimos actualmente é uma catástrofe de grandes proporções”, insistiu, adiantando temer que a situação se agrave dado que a estação da moção termina normalmente no final de Agosto.
A região sul do Paquistão teme que o pior esteja para chegar. Aqui antes das cheias há aldeias inteiras a serem evacuadas para que não se repita o cenário registado a norte.
O programa alimentar das Nações Unidas tem em marcha um programa de ajuda em quatro distritos onde há grandes carências alimentares.
A Cruz Vermelha Internacional lançou um primeiro apelo, são precisos 12 milhões de euros, mas de vários pontos do mundo já começou a chegar apoio. A China doou um milhão de euros em ajuda. Segundo a Lusa, a representação diplomática norte-americana também anunciou 10 milhões de dólares em ajuda humanitária imediata.
Na terça-feira passada, as agências humanitárias das Nações Unidas iniciaram a distribuição de ajuda aos milhões de pessoas afectadas pelas fortes inundações que ocorreram no Paquistão nos últimos dias.
Como apoio aos esforços das autoridades locais, o Programa Alimentar Mundial (PAM) distribuiu refeições de emergência a 35 mil famílias e espera aumentar esse número para as 150 mil nos próximos três meses, afirmou a ONU.
Também o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) forneceu tendas de campanha e outros materiais de emergência às autoridades das zonas afectadas, enquanto a Organização Mundial de Saúde vai prestar ajuda médica e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) se encarregou de garantir água potável para as vítimas.
“A ONU trabalha a toda a velocidade para complementar a ajuda do governo” paquistanês, afirmou, em comunicado, o subsecretário geral da instituição para os Assuntos Humanitários, John Holmes.
As piores inundações do Paquistão desde 1929 destruíram também casas, estradas e pontes, além de terem perturbado as comunicações.