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Liberdade para Ahed Tamimi

Ahed Tamimi tem 16 anos e já luta há anos contra a ocupação e a opressão israelita, tornando-se um símbolo da luta palestiniana. A 19 de dezembro foi presa, assim como a sua mãe e a sua prima. Uma petição pela libertação de Ahed e das crianças palestinianas presas está a recolher 250 mil assinaturas.
Liberdade para Ahed Tamimi
Liberdade para Ahed Tamimi

Ahed Tamimi foi presa durante a noite, na região de Nabi Saleh, na Cisjordânia, por militares israelitas que atiravam sobre o seu primo Mohammed de 14 anos. Ahed, assim como as crianças palestinianas presas, corre sérios riscos de sofrer maiores humilhações e brutalidade, enquanto não for libertada. Desde os 7 anos que Ahed luta pela liberdade (ver vídeo abaixo) e protagonizou um vídeo, que se tornou viral, onde se vê a sua resistência e tentativa de esbofetear um militar israelita.

Nesta petição, que já recolheu até este momento mais de 151 mil assinaturas, exige-se que “Ahed e todas as crianças palestinianas sejam libertadas das prisões israelitas agora”. No texto, aponta-se também que “a comunidade internacional deve pôr fim aos maus tratos e à detenção de crianças palestinianas”, manifesta-se a solidariedade com Ahed e com todas as crianças que estão nas prisões israelitas e declara-se: “Não desistiremos até que vocês sejam livres. Vocês não estão sós”.

Ahed, Nariman e Nour Tamimi - as três estão presas em Israel
Ahed, Nariman e Nour Tamimi - as três estão presas em Israel

Entretanto, a mãe de Ahed, Nariman Tamimi e a sua prima Nour também foram presas e um tribunal militar israelita decidiu mantê-las na cadeia até ao dia 25 de dezembro. A família Tamimi é conhecida pelo seu ativismo e vive em Nabi Saleh, uma pequena povoação a noroeste de Ramala, onde todas as sexta-feiras ocorrem protestos contra a ocupação israelita.

Face aos protestos contra a prisão das Tamimi, o ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, disse que o exército israelita é “o mais humano” e o ministro da Educação de Israel, Naftali Benet, afirmou que a Ahed devia passar “a vida na prisão”.

Estas detenções ocorrem num momento em que aumentam os protestos contra a decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. A repressão militar israelita já provocou a morte de 12 palestinianos e, pelo menos, mais de 3.400 feridos. Os protestos multiplicam-se também em todo o mundo.

Desde terça-feira passada, as redes sociais encheram-se de mensagens que apelam à libertação de Ahed e com as hashtags #FreeAhed e #FreeNariman.

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