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Dois palestinianos assassinados por soldados israelitas em manifestação

Nesta sexta-feira, realizaram-se manifestações, na Cisjordânia e em Gaza, de protesto contra o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, por Trump. Em Gaza, dois palestinianos foram mortos nos protestos e um terceiro morreu após ter sido ferido no passado domingo.
Soldados israelitas disparam granadas de gás lacrimogéneo contra palestinianos que protestavam em Belém na Cisjordânia contra o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, pelo presidente norte-americano, Donald Trump, 22 de dezembro de 2017 – Foto de Atef Safadi/Epa/Lusa
Soldados israelitas disparam granadas de gás lacrimogéneo contra palestinianos que protestavam em Belém na Cisjordânia contra o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, pelo presidente norte-americano, Donald Trump, 22 de dezembro de 2017 – Foto de Atef Safadi/Epa/Lusa

Numa manifestação realizada na Faixa de Gaza, em que participaram mais de 2.000 pessoas, dois palestinianos foram assassinados por disparos de soldados israelitas. Mais de 45 pessoas ficaram feridas, uma das quais em estado muito grave. A manifestação integrava-se nos protestos contra a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. Além dos protestos na faixa de Gaza, também ouve uma manifestação em Belém, na Cisjordânia, que juntou mais de 1.700 pessoas. Noutros países também se realizaram protestos, como em Amã na Jordânia e em Putrajaya na Malásia.

Segundo a agência Mann, um dos palestinianos assassinados é Zakaria Al Kafarneh, de 24 anos, que foi morto com um tiro peito, junto a Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza, o outro palestinano que morreu tinha 29 anos.

Também em Gaza faleceu, nesta sexta-feira, Sharif al Abed Shalash, de 28 anos, que tinha sido atingido por um tiro disparado por militares israelitas numa manifestação realizada igualmente em Jabaliya, na Faixa de Gaza, no passado domingo, 17 de dezembro de 2017.

Desde que Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel, em 6 de dezembro, já morreram doze palestinianos e dezenas ficaram feridos nos protestos contra a decisão do presidente dos EUA, nos quais têm participado milhares de pessoas.

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