Itália sob vigilância do FMI

04 de novembro 2011 - 11:40

Fundo e Comissão Europeia vão monitorizar a aplicação da austeridade na Itália, a oitava economia do mundo e a terceira da zona euro. Juros da dívida italiana já superaram os 6% nos prazos de cinco e dez anos.

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Governo italiano já terá aceitado a supervisão do FMI.

O Fundo Monetário Internacional vai participar, junto com a Comissão Europeia, na supervisão dos planos de austeridade da Itália, a oitava economia do planeta, cuja dívida pública representa 120% do PIB. A decisão foi tomada durante a cimeira do G20, em Cannnes, França. Uma fonte da Comissão, citada pela agência Reuters, afirma que “temos de assegurar-nos que os objectivos da Itália são credíveis e que vai conseguir atingi-los. No clima actual, cada pequeno problema amplifica-se e os mercados perdem a confiança”. A mesma fonte disse que o governo italiano já aceitou a supervisão do FMI.

Recentemente o presidente francês Nicolas Sarkozy disse que “tomamos conhecimento, com interesse, das medidas tomadas pelo governo italiano. Mas Berlusconi sabe que a questão não é o conteúdo do pacote, mas se será aplicado”.

Os juros da dívida pública italiana superaram no início desta semana os 6% nos prazos de cinco e dez anos, e o país só resiste à pressão especulativa graças ao Banco Central Europeu, que, por sua vez, exige a aplicação de medidas de austeridade.

As medidas não são conhecidas em detalhe e constam de uma carta que Berlusconi enviou à Comissão Europeia. O primeiro-ministro italiano já tinha anunciado que a idade da reforma será aumentada para 67 anos a partir de 2026 e que os despedimentos serão facilitados. A imprensa avança ainda outro tipo de medidas, nomeadamente a liberalização das profissões regulamentadas, o relançamento de infra-estruturas e a simplificação dos procedimentos administrativos.

Vai ser lançado também um plano de venda de activos públicos de pelo menos cinco mil milhões de euros por ano, durante um período de três anos e as regiões deverão definir um programa de privatizações das empresas que controlam.