Sean Spicer, o porta-voz da Casa Branca, sugeriu ontem na conferência diária que Bashar al-Assad, Presidente da Síria, teria cometido crimes piores dos que de Hitler e, acrescentou depois, que Hitler não usou armas químicas "contra o seu povo", ignorando o Holocausto e os seis milhões de vítimas das câmaras de gás do regime nazi, das quais pelo menos 160 a 180 mil alemães judeus, segundo o Museu Memorial do Holocausto dos EUA.
Traduzindo da forma mais literal possível, eis o que Spicer disse:"Nós não usámos armas químicas na Segunda Guerra Mundial", disse. "Nem sequer alguém tão desprezível como Hitler desceu tão baixo como chegar ao ponto de usar armas químicas. Portanto, se eu fosse a Rússia, deveria perguntar: É este um país [a Síria] e um regime com o qual eu me deva alinhar?"
Questionado pelos jornalistas, Spicer acabou por pedir desculpas mas não sem antes acrescentar: "Penso que, no que toca ao gás sarin, ele [Hitler] não estava a utilizar o gás da mesma forma que Assad". De seguida, mencionou "centros de Holocausto", do que se depreende ser uma referências aos campos de concentração nazis, uma visão de tal forma pouco informada sobre o assunto que criou espanto generalizado no público.
Num comunicado oficial emitido após a conferência, Spicer afirmou que "não estava a tentar diminuir a natureza horrenda do Holocausto. Estava a tentar criar uma distinção entre a utilização tática de bombardeamentos de centros populacionais". Uma distinção que Jimmy Kimmel no seu talk show da abc desmascarou incisivamente: