p { margin-bottom: 0.21cm; }
A Groundforce anunciou esta quarta-feira o despedimento colectivo de 336 trabalhadores e o fim da sua operação no aeroporto de Faro. A empresa é a maior prestadora de serviços de assistência de transportes em terra (‘handling') nos aeroportos portugueses, e é detida a 100% pelo grupo TAP.
Segundo o presidente do Sindicado dos Técnicos de Handling dos Aeroportos, os trabalhadores souberam do despedimento colectivo pela comunicação social, e depois tiveram a confirmação por e-mail. André Teives lembra que todos os trabalhadores da base de Faro estão efectivos nos quadros da empresa, têm entre 10 a 20 anos de casa e estão a meio da vida activa, com uma média de idades situada nos 40 anos. “A reconversão destes trabalhadores não é fácil", alerta.
De acordo com o administrador delegado da Groundforce, Fernando Melo, a decisão visa reduzir os prejuízos, “condição que é indispensável à viabilização do seu futuro e dos restantes dois mil postos de trabalho", disse, em Lisboa, alegando que não havia alternativa.
Questionado pela agência Lusa sobre se o ministro das Obras Públicas, António Mendonça, tinha conhecimento da decisão, Fernando Melo foi afirmativo: "Sim, o ministro tem conhecimento do que se ia passar hoje".
Mas o Sindicado dos Técnicos de Handling critica a empresa por anunciar um despedimento colectivo no Algarve, enquanto no Brasil sustenta 2.800 funcionários com "prejuízos de 70 milhões de euros por ano".
O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações lamentou os despedimentos, mas disse que "há processos de reestruturação ao nível das diferentes empresas que visam precisamente atacar situações de défice que são insustentáveis".
A Groundforce possui actualmente bases operativas de assistência a bagagens e "check in" no Porto, Lisboa, Faro, Porto Santo e Funchal.
Os trabalhadores da Groundforce de Faro reúnem-se em plenário nesta quinta-feira de manhã, para decidir as formas de luta contra o despedimento.