Google admite interceptar dados dos seus utilizadores e clientes

14 de agosto 2013 - 20:32

Enquanto o mundo vai recuperando do choque que as revelações sobre espionagem governamental de Snowden provocaram, a Google vem afirmar que nunca pretendeu esconder que observa e intercepta as comunicações dos seus utilizadores.

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O documento tornado público pelo Consumer Watchdog refere-se literalmente ao Gmail, mas deixa claro como a empresa vê os direitos individuais dos seus clientes e utilizadores.

A gigante da Internet Google afirma que "uma pessoa não tem a expectativa legítima de privacidade sobre a informação que voluntariamente passa a terceiros", no caso de empresas como a Google, o Twitter ou o Facebook.

As citações são de uma documento apresentado a 13 de julho pelos advogados da empresa no seguimento de vários processos judiciais sobre privacidade que ocorrem na Sillicon Valley, nos Estados Unidos da América.

O documento tornado público pelo Consumer Watchdog refere-se literalmente ao Gmail, mas deixa claro como a empresa vê os direitos individuais dos seus clientes e utilizadores.

“Assim como o remetente de uma carta para um colega de trabalho não pode ficar surpreendido se o assistente do destinatário abrir a carta, as pessoas que usam e-mail baseado na web, hoje, não podem ser surpreendidos se os seus e-mails forem processados pelo fornecedor do destinatário no curso da entrega”, argumenta a Google.

A empresa chega mesmo a afirmar que sem violar a privacidade dos utilizadores seria impossível oferecer serviços como filtros, e que os utilizadores deviam estar cientes disso quando se tornam clientes da empresa. Segundo a empresa, ilegalizar a interceção de dados, tornaria a atividade económica do setor “impossível”.

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