Um dos argumentos invocados pelos autores do documento é o de que as recentes crises demonstraram que os desequilíbrios orçamentais de um país podem produzir choques e afectar os mercados em toda a zona da moeda única. Por isso, afirma o relatório, "as 17 nações que utilizam o euro precisam de reforçar a disciplina orçamental e planear a transferência de fundos antes que as crises se desenvolvam".
Segundo os técnicos do FMI, a concretização da união bancária continua a ser a principal prioridade, mas a definição de medidas no sentido da união orçamental e da emissão conjunta de dívida ajudaria a aumentar a confiança dos investidores na região, isto é, será do maior interesse para os mercados financeiros.
"A Zona Euro não pode dar-se ao luxo de voltar a conviver com a imprudência orçamental e financeira de alguns países”, segundo o relatório do FMI. “Nesse sentido”, prossegue, “para assegurar que as regras orçamentais são aplicadas, os países devem ter incentivos a cumprir e estar também sujeitos a penalizações credíveis no caso de não o fazerem".
Artigo publicado no portal do Bloco no Parlamento Europeu.