Uma fonte ligada ao processo do caso BPN adiantou que Domingos Duarte Lima terá pago cerca de 600 mil contos, ou seja, cerca de três milhões de euros, pela EMKA, sendo que com esta compra o ex-dirigente do PSD passou a ser accionista da SLN SGPS através das cerca de 1,36 milhões de acções detidas pela offshore. O negócio ocorreu a 27 de Março de 2001.
A EMKA terá sido previamente utilizada pelo então presidente do Banco Português de Negócios (BPN), Oliveira e Costa, antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do governo de Cavaco Silva, para obter mais-valias e a liquidez necessária para realizar o aumento de capital da SLN em 2000, passando a ser um dos maiores accionistas daquele grupo ligado ao BPN.
Duarte Lima teve empréstimo de dois milhões do BPN
Conforme já foi noticiado por vários órgãos de comunicação social, o antigo líder parlamentar do PSD Duarte Lima beneficiou, em 2003, de um empréstimo de dois milhões de euros do Banco Insular de Cabo Verde, então controlado pelo Banco Português de Negócios.
Fonte ligada ao processo adiantou à agência Lusa que os empréstimos foram concedidos pelo Banco Insular sem que tenham sido exigidas garantias bancárias.
Duarte Lima e Joaquim Peralta tentaram comprar SLN
Alípio Dias, ex-administrador do Banco Comercial Português (BCP), em declarações ao jornal Público, em Junho de 2009, revelou que Duarte Lima, juntamente com o também advogado Joaquim Peralta tentaram, em representação de investidores líbios, comprar o grupo Sociedade Lusa de Negócios/Banco Português de Negócios, SLN/BPN antes de o banco ter sido nacionalizado.
O resgate do BPN, mediante a sua nacionalização, já custou ao Estado português 2 mil milhões de euros.