Enfermeira/os do Hospital de Braga vão fazer quatro dias de greve, nos dias 29 e 30 de setembro e 1 e 2 de outubro. O Hospital é gerido pela PPP Escala Braga do Grupo Mello Saúde. O sindicato dos enfermeiros portugueses (SEP), salienta que a PPP Escala Braga teve 6,7 milhões de lucros, em 2014, e 7 milhões, em 2015, segundo a administração da PPP. O grupo Mello Saúde anunciou recentemente um lucro de 12,6 milhões de euros.
Em conferência de imprensa, a dirigente do Guadalupe Simões afirmou, segundo a Lusa: "As respostas da administração às exigências dos enfermeiros foram uma mão cheia de nada. Quando estão 30 mil horas a mais por pagar aos enfermeiros [cerca de 500 mil euros] e a proposta que nos fazem é que esse trabalho seja considerado trabalho normal e para ser pago durante quase três anos, sem haver um plano de admissão de enfermeiros, significa que estas horas nunca irão ser pagas".
Guadalupe Simões realçou ainda: "Quando não se propõe diminuir ou extinguir a discriminação salarial entre os enfermeiros, quando se continua a admitir enfermeiros a recibo verde, quando tudo isto acontece e não nos dão respostas, é inevitável esta greve".
Em nota enviada à Lusa, a administração do Hospital de Braga diz que estranha a posição assumida pelo sindicato e refere que “a administração do Hospital de Braga estava na disposição de poder solucionar questões que preocupam não só esta estrutura sindical, mas também a administração deste hospital".
O sindicato já tinha dito que a administração do Hospital aceita admitir mais enfermeiros, mas não apresenta qualquer plano de admissão, nem número de profissionais a admitir. Quanto às horas em dívida a administração admite pagá-las como trabalho normal e em prestações durante o resto do ano de 2016, em 2017 e talvez até em 2018.