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Discriminação racial em Moura: SOS Racismo critica arquivamento

A associação critica arquivamento do inquérito pelo Ministério Público, lembrando as “evidências” das fotos e de reportagem televisiva e as “ameaças de morte pintadas nas casas, bombas lançadas para os quintais, caixões colocados à porta, cavalo envenenado e habitações e carros incendiados”.
A SOS Racismo questiona “como é que é possível a PJ não ver os indícios” e se os respetivos autores “faltam ou não foram ´descobertos`?
A SOS Racismo questiona “como é que é possível a PJ não ver os indícios” e se os respetivos autores “faltam ou não foram ´descobertos`?

O Ministério Público arquivou o inquérito à discriminação racial à comunidade cigana em Santo Aleixo da Restauração, no concelho de Moura, por supostamente haver “falta de indícios da prática do crime e dos respetivos autores”.

A SOS Racismo questiona a falta de indícios criminais e dos autores, perguntando “como é que é possível a PJ não ver os indícios” e se os respetivos autores “faltam ou não foram ´descobertos`?, em comunicado enviado à agência Lusa.

“Ameaças de morte pintadas nas casas, bombas lançadas para os quintais, caixões colocados à porta, cavalo envenenado e habitações e carros incendiados”, lembra a SOS Racismo sobre a discriminação racial em  Santo Aleixo da Restauração
A SOS Racismo lembra as ameaças de morte pintadas nas casas e outros factos

"Apesar das 'evidências' que as imagens das televisões e as fotografias tiradas provam, o Ministério Público arquiva o caso? Como é possível tal acontecer? [Será] Por esta comunidade ser cigana? É esta a justiça de um Estado que se diz de Direito?", questiona a associação.

A SOS Racismo defende que a comunidade cigana de Santo Aleixo da Restauração "merece viver sem o medo constante do que pode continuar a acontecer" e "devia merecer, pelo menos, a mesma atitude que se devia ter com a restante população, ou seja, justiça e respeito".

A associação questiona ainda se o Ministério Público (MP) e o Estado Português vão "fazer alguma coisa mais para levar a comunidade cigana a pensar que, para ela, ainda pode haver justiça e que estes crimes não ficam impunes".

A Lusa lembra que o Alto Comissariado para as Migrações (ACM) apresentou, em março passado, uma queixa ao MP sobre o mesmo caso de discriminação racial e que em comunicado o ACM referia então que a Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (CICDR) considerou haver "indícios da prática do crime de discriminação racial em razão da etnia".

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