Os controladores aéreos fizeram esta quinta uma nova greve de duas horas, com adesão de cem por cento. Pelo menos 13 voos foram cancelados em Lisboa, de acordo com o site da ANA (Aeroportos de Portugal).
Carlos Felizardo, coordenador da comissão de trabalhadores da NAV (Navegação Aérea de Portugal) acusou o governo de ser o responsável pela greve, criticando a “ausência de diálogo” por parte do executivo e dizendo que a situação é “incompreensível”.
Os controladores aéreos exigem “alteração das políticas restritivas cegas”, “o respeito pela negociação coletiva” e que a empresa não seja atingida pelos cortes de 15% de custos aplicado ao setor empresarial do Estado. A CT exige ainda que a NAV "seja considerada dentro do quadro internacional que a regulamenta e se defenda também a sua invejável posição estratégica no Atlântico Norte" e afirma que "está em causa o interesse nacional em duas vertentes concretas: salvaguardar o potencial económico do espaço aéreo nacional, enquadrado numa estratégia atlântica, e maximizar as receitas por via das exportações pela atividade da própria empresa”.
O coordenador da comissão de trabalhadores admitiu que o plano inicial de quatro dias de greve anunciados pode vir a ser revisto e agravado.
“Iremos fazer uma reunião depois deste segundo período, que termina na sexta-feira, e após a greve de sexta-feira, os sindicatos irão reunir com a comissão de trabalhadores e iremos equacionar, perante a falta de diálogo que o governo apresenta, e a gravidade da situação do que temos denunciado, a possibilidade de agravamento desta forma de luta”, adiantou à Lusa Carlos Felizardo.
A greve de duas horas repete-se na sexta-feira e no dia 26 de abril.