A gigante petrolífera Chevron foi considerada culpada de crimes ambientais por um tribunal equatoriano e foi condenada a pagar oito mil milhões de dólares para financiar a limpeza do petróleo derramado.
O crime remonta a 1972, quando a Texaco, empresa do grupo Chevron, se instalou na Amazónia equatoriana. Grupos indígenas locais estimam que durante duas décadas foram derramados 68 mil milhões de litros de petróleo, poluindo as terras e a água em redor. Como consequência, as terras tornaram-se inférteis e o número de mortes por cancro disparou. A Texaco foi ainda responsável pelo abate de vastas extensões de floresta tropical.
O caso foi levado a tribunal por um colectivo representando 30 mil habitantes locais. Inicialmente, o julgamento arrastou-se em tribunais dos EUA mas um tribunal deste país acabou por decidir que o caso deveria ser julgado no Equador.
Não é de esperar que o caso esteja acabado de vez, já que a Chevron classificou a decisão do tribunal como uma fraude e anunciou que vai recorrer. Mas a vitória dos movimentos indígenas e ecologistas e das comunidades locais equatorianas contra uma grande corporação cria um importante precedente nos julgamentos relativos à actuação criminosa de multinacionais em países menos desenvolvidos.