CGTP: "Não há democracia quando são negados direitos aos trabalhadores"

Arménio Carlos, recém-eleito secretário-geral da CGTP, alertou, durante o congresso da intersindical, que "é preciso dizer não à vilanagem e a uma política que rouba os trabalhadores" e apelou às “vítimas do PSD/CDS” para “fazer do Terreiro do Paço o terreiro do povo".
Foto de Mário cruz, Lusa.

Arménio Carlos foi eleito esta madrugada secretário-geral da CGTP, tendo a sua candidatura recolhido 113 votos a favor e 28 abstenções.

Durante o XII Congresso da intersindical, Arménio Carlos afirmou que "estamos perante uma catástrofe nacional, perpetuada pela política do Governo composto pelo PSD e pelos CDS-PP", tecendo duras críticas ao acordo assinado em sede de concertação social, subscrito pela UGT, que "transporta a desregulação laboral, o desemprego e a pobreza” e é “óptimo para o patronato e péssimo para o país".

O novo secretário-geral da CGTP sublinhou que a intersindical não aceitará "o trabalho forçado” e que lutará “contra as políticas que desbaratam e contra a retórica dos fariseus".

“Jamais aceitaremos que o direito laboral seja reduzido ao direito de trabalhar pelo que quiserem pagar", avançou Arménio Carlos.

Carvalho da Silva defende resposta sindical a nível europeu

Na sua última intervenção, Carvalho da Silva já teria enfatizado que o “âmago do acordo de concertação social não é o estímulo à economia mas o reforço da austeridade, a diminuição da retribuição e a desregulamentação do trabalho, um retrocesso social sem precedente depois do 25 de Abril”. “A austeridade teve um novo impulso suicidário com o acordo de concertação social", avançou o sindicalista.

Carvalho da Silva também terá defendido que "a luta sindical na Europa tem de alargar-se”. “Se a crise é sistémica, a resposta tem de ser de todos. É preciso agirmos. A coesão económica e social, a dimensão social do mercado interno tornaram-se expressões carentes de sentido. O projecto político europeu não é reformável com o domínio actual da direita e da extrema-direita", reforçou o ex-líder da CGTP.

Também Maria do Carmo Tavares categorizou o acordo tripartido assinado na semana passada de "verdadeiro assalto" à Segurança Social e apelou à luta contra a redução da taxa social única (TSU).

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