O debate agora cancelado contaria com a presença de Passos Coelho, António Costa, Jerónimo de Sousa e Catarina Martins. Deveria ser transmitido em simultâneo pela RTP, SIC e TVI, tal como está previsto para o frente-a-frente Passos-Costa, que continua agendado. Os restantes debates a dois serão transmitidos apenas pelos canais de informação por cabo.
Ao longo das últimas semanas, já depois de divulgado pelas estações o calendário e o modelo de debates, a coligação PSD/CDS anunciou que não se faria representar. O Bloco de Esquerda repudiou então o pretexto da coligação - a alegada discriminação do CDS, partido que se candidata sob o mesmo programa e nas mesmas listas eleitorais que Passos Coelho encabeça.
Para o Bloco de Esquerda, "o cancelamento do debate a quatro acentua todos os efeitos de discriminação e desigualdade de tratamento que os autores da nova lei - os partidos da coligação - diziam querer evitar". Em declarações ao portal Esquerda.net, o dirigente bloquista Jorge Costa, que representou o partido nas negociações com as estações televisivas, salientou que "o facto de apenas duas das candidaturas - PAF e PS - poderem debater em canal aberto é um recuo absolutamente inédito no pluralismo do confronto político".
"Ao longo deste processo",afirma Jorge Costa, "o Bloco defendeu sempre a igualdade de tratamento entre candidaturas, sem amuos nem birras, sem delegar representação nem recusar qualquer debate".
Só havendo debates a dois, Catarina Martins será a única líder partidária que enfrentará todos os outros.