“É preciso não vergar os joelhos perante a ameaça dos especuladores, "esses abutres a quem chamam de mercados financeiros internacionais”, disse Manuel Alegre, em Lamego, criticando o facto de “perante esta situação de cerco” não se ouvir uma uma palavra do Presidente da República.
“Estamos perante o mais violento ataque à soberania nacional desde o 25 de Abril e o Presidente da República, o afamado economista, não diz uma palavra”, afirmou.
“Muitas vezes perguntam-lhe coisas e ele diz que não se pronuncia, que o Presidente da República não se deve pronunciar. Mas se há coisa sobre a qual o Presidente da República se deve pronunciar é sobre uma situação de crise nacional, sobre uma ameaça muito grande à nossa autonomia de decisão, depois do sacrifício que foi feito e dos sacrifícios que estão impostos aos portugueses”, considerou.
Na sua intervenção, o candidato às eleições presidenciais pediu também ao PS para “acordar”, afirmando que, caso não vença as eleições presidenciais, “saem todos a perder”.