Está aqui

Agressão policial nas festas da Amora

A intervenção violenta de agentes da PSP por causa de uma briga entre jovens feriu um militante associativo que tentava acalmar a situação. Foi repetidamente agredido por um agente policial, que não deu ouvidos às explicações da vítima e dos presentes no local.
PSP vê-se de novo envolvida em atos de violência sobre cidadãos. Foto seigneurdeguerre/Flickr

"Estava a a separar 2 miúdos e a impedir que se agredissem, após a entrada da polícia optei por ficar passivo, larguei os miúdos, e fui agredido por um agente da polícia", relata Ricardo Loureiro na sua página no Facebook, onde conta a sua versão do sucedido nas festas da Amora na noite de 15 para 16 de agosto, por volta da meia noite e meia.

O sociólogo, que estava num dos stands da festa popular no âmbito do projeto de que faz parte - o RUAS (Revitalização Urbana Artística do Seixal) - diz que nunca respondeu às agressões e por várias vezes informou o agente da PSP que estava a separar aquela briga e que fazia parte de uma associação num dos stands das festas. Acrescenta que ouviu outras pessoas gritarem o mesmo para o agente, que continuou as agressões, indiferente às explicações.

"Acabei por ser agredido mais umas vezes, e percebendo que o agressor não parava de me agredir (fiquei no mesmo local, não fugi, não corri, não o agredi, falei com calma, informei, identifiquei-me) solicitei-lhe a identificação, que não me foi dada, tendo depois um outro agente vindo retirar o colega que me agredia", prossegue o relato de Ricardo Loureiro. Após as agressões, o sociólogo dirigiu-se ao chefe da polícia presente no local para lhe pedir a identificação do agente agressor, o que lhe foi negado. Loureiro diz que minutos depois testemunhou uma conversa entre o chefe da polícia e o agente que tinha retirado o agressor, finda a qual voltaram junto dele para lhe pedir a identificação.

Para evitar que mais um caso de agressão policial passe impune, o sociólogo agredido pretende apresentar queixa no Ministério Público e apela às pessoas que assistiram a estas agressões para entrarem em contacto através da sua página no facebook, de forma a poderem testemunhar sobre o sucedido. Ricardo Loureiro apela ainda à solidariedade por parte de advogados que se disponibilizem a ajudá-lo neste processo.

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Sociedade

Adicionar novo comentário