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Abbas entre a espada e a parede

Presidente da Autoridade Palestiniana hesita sobre continuar ou abandonar as negociações de paz com Israel, depois do fim da moratória de construções nos colonatos da Cisjordânia.
Mahmoud Abbas hesita.

À meia-noite deste domingo terminou a moratória que impunha o congelamento de construções nos colonatos da Cisjordânia. Os colonos comemoraram e em Revava, por exemplo, iniciaram a construção de uma nova escola. Estima-se que cerca de 2 mil unidades de moradia na Cisjordânia já tenham recebido aprovação para construção.

Apesar disso, e de ter dito antes que as negociações de paz eram uma perda de tempo se as construções prosseguissem, Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana, afirmou nesta segunda-feira que não tomará uma decisão imediata sobre um possível abandono das negociações de paz. A posição só será definida, disse Abbas, após um encontro com outros líderes árabes, a ser realizado na próxima semana.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que se recusou a prorrogar a moratória, pediu a Abbas que continue a participar das negociações de paz. "Peço ao presidente Abbas que continue com as boas e honestas negociações de paz que iniciámos, numa tentativa de chegar a um acordo de paz histórico entre os nossos dois povos", disse, na madrugada de segunda-feira.

Netanyahu ignorou também o apelo do presidente dos EUA, Barack Obama, que na quinta-feira disse que a moratória à construção de colonatos "melhorou o clima das negociações de paz" e pediu a Israel que mantivesse a suspensão.

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