16ª Marcha LGBT de Lisboa

20 de junho 2015 - 21:20

Mais de duas mil pessoas, segundo a organização, participaram na 16ª marcha do orgulho LGBT em Lisboa, sob o lema "contra a violência, quebra o silêncio".

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O Bloco de Esquerda e a sua porta-voz Catarina Martins participaram no desfile - Foto de Paulete Matos

Decorreu neste sábado, 20 de junho de 2015, a 16ª marcha do orgulho LGBT em Lisboa, que saiu do Largo do Príncipe Real e terminou na Ribeira das Naus. Na iniciativa estiveram 22 organizações ligadas aos direitos LGBT.

"Quem faz uma família é o amor", "1.700 pessoas 'trans' assassinadas no Mundo" e "contra a violência, quebra o silêncio", foram frases marcantes no desfile.

O Bloco de Esquerda, e a sua porta-voz, participaram na marcha.

Catarina Martins disse à Lusa: "estar nesta marcha é fazer parte do compromisso de unir forças para que não passe da próxima legislatura essa exigência da Democracia de que todas as famílias sejam tratadas em condição de igualdade [referindo-se à adoção por casais do mesmo sexo]".

Daniel Cardoso, da organização, disse à Lusa que a marcha é uma das formas "mais diretas e mais necessárias de agir socialmente é criar visibilidade, porque esta visibilidade luta contra o silêncio". "E lutar contra o silêncio é lutar contra a violência do silêncio e lutar contra a violência que se esconde no silêncio", realçou.

Eduarda Ferreira, também da organização, salientou que esta violência não é apenas "a violência física das ruas", mas também "a invisibilidade, a pressão enorme que existe relativa ao estigma social ao ponto de as pessoas sentirem necessidade de ocultar uma parte importante da sua vida, da sua identidade".

Eduarda Ferreira sublinhou ainda que é preciso combater a "violência do silenciamento, que leva pessoas a ficarem invisíveis no dia-a-dia, a célebre expressão de estar no armário, não por capricho pessoal mas por necessidade e por defesa, para não serem alvo nem vítimas de discriminação".

Ângela Ferreira, da Amnistia Internacional, disse à Lusa que, "há pessoas que por terem uma orientação sexual diferente veem todos os dias os seus direitos mais básicos violados" e que, "apesar de se considerar que a família é um bem comum e essencial a todos ainda não está assegurado para toda a gente".


Artigo alterado no dia 29 de junho de 2015 às 15h(substituindo no início da notícia a expressão “Centenas de pessoas, segundo a Lusa,” por “Mais de duas mil pessoas, segundo a organização”) por pedido de retificação da Comissão Organizadora da Marcha do Orgulho LGTB de Lisboa.

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