Intervindo neste sábado num comício do Bloco de Esquerda em Monte Gordo, José Manuel Pureza denunciou: “O país parece estar enredado numa teia de conspirações entre serviços secretos, negócios privados, virtudes públicas e negócios públicos. Isto é claramente ilustrativo de como se constrói algum poder empresarial no nosso país.”
Criticando a promiscuidade entre o Estado, “no seu núcleo mais duro que é o da vigilância e da gestão das informações”, e os interesses privados, o dirigente do Bloco considerou que a “telenovela dos serviços secretos é verdadeiramente insuportável” e que foram ultrapassados todos os limites quando “ o ex-chefe das secretas vem mostrar que afinal de contas pediu informações ao serviço que tinha dirigido para ter em conta em negócios privados dele próprio”.
José Manuel Pureza salientou também que “ um Estado democrático não pode, em nenhum momento, ficar condicionado por um serviço de informações de dimensão gigantesca feito a coberto de poupança de fusão de serviços públicos” e alertou que “temos diante de nós uma ameaça à democracia” e, por isso, “precisamos de mais democracia”, “de mais transparência” e “não de mais opacidade” na nossa vida pública.