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“Manifestação da 'Geração à Rasca' foi um início”

Para os organizadores do protesto de dia 12, é preciso que as pessoas “venham reforçar movimentos que já existem, que venham criar novos movimentos em defesa dos seus direitos”. Paula Gil e Rui Maia afirmaram a intenção de participar da manifestação da CGTP este sábado.

Paula Gil, promotora da manifestação de 12 de Março, e Rui Maia, dos Precários Inflexíveis estiveram no estúdio do Esquerda.net e responderam às perguntas dos internautas sobre as perspectivas futuras do movimento contra a precariedade.

Para Paula Gil, os organizadores da manifestação da “Geração à Rasca” nunca a encararam como um final de algo mas sim sempre como um passo, um início. “Quisemos que as pessoas percebessem que a democracia não termina no direito ao voto. Quisemos que as pessoas percebessem que tinham direito a participar continuamente na democracia, a integrar movimentos cívicos e a defender os seus direitos”. Feito o protesto, com o sucesso que é conhecido, Paula Gil espera que as pessoas “venham reforçar movimentos que já existem, que venham criar novos movimentos em defesa dos seus direitos”. Os organizadores do dia 12 de Março criaram o “Fórum das Gerações – 12/3 e o Futuro” no Facebook, que procura promover a discussão e fazer com que as pessoas se agrupem de acordo com as suas ideias. “Tem já cerca de 20 mil adesões”, disse Paula Gil, que diz que nunca recebe menos de 4 mil mails por dia, com ideias e propostas e que tem muito mais de uma resma de papel com propostas.

Rui Maia, respondendo à pergunta sobre o que é que eles estão a favor, disse que as pessoas estão a favor dos seus direitos fundamentais, direito ao trabalho e a ter uma vida digna “e isso está muito longe de ser pedir luxos, ou sequer de ser uma proposta que não é realizável”. Para a realizar, disse, será preciso coragem, porque é preciso enfrentar o poder que tem dominado Portugal ao longo de vários anos e que toma sempre as mesmas medidas. “Ora as pessoas não querem ser sempre elas a ser sacrificadas, a pagar, por exemplo, o seu próprio subsídio de desemprego, como hoje está em cima da mesa.”

Ainda sobre o protesto de sábado, Paula Gil destacou que “foi um momento único, que mostrou que o tema do desemprego e da precariedade é transversal a toda a sociedade”, além de ter sido uma das manifestações mais criativas. “As pessoas aperceberam-se que a precariedade é um fenómeno tão grande na sociedade, que toca a tantas pessoas, que é um denominador comum.”

Paula Gil disse ainda que “vamos todos participar do protesto da CGTP deste sábado, embora não como 'Geração à Rasca', mas como cidadãos, porque é o que temos vindo a advogar desde o início: que é importante que os cidadãos saiam à rua e façam ouvir a sua voz.”

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