“Governo tem feito tiro ao alvo aos reformados”

16 de maio 2013 - 13:17

No final de uma reunião com a Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRe!), a coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, acusou o governo de fazer “tiro ao alvo aos reformados”. Dirigente da APRe!-Lisboa garantiu que a associação marcará presença nos protestos contra a política de austeridade já agendados.

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Foto de Paulete Matos.

"Este Governo tem feito tiro ao alvo aos reformados. São anúncios de cortes, de impostos, sucessivamente, com um enorme desrespeito sobre aquilo que é toda uma vida de trabalho destas pessoas, a sua carreira contributiva, tudo aquilo com que contribuíram para a construção deste país", afirmou a coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, após reunir com representantes da Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRE!).

“É preciso deixar claro que os impostos sobre as reformas ou os cortes das pensões não têm nada a ver com a necessidade de emagrecer o Estado ou com uma necessidade de igualdade. O que acontece é que a política de austeridade de Vítor Gaspar afunda o país em recessão, a cada três meses estamos pior e é por isso que este governo quer fazer cortes”, salientou a dirigente bloquista.

Segundo Catarina Martins, “se alguma vez alguém acreditou nas fantochadas do CDS sobre, eventualmente, este ser um último recurso, quando conhece os números da recessão percebe bem que cada vez que algum governante deste país fala em último recurso, na realidade, o que quer é mesmo cortar as pensões, é mesmo aumentar os impostos”.

A dirigente da APRe! - Lisboa, Maria Luísa Cabral, afirmou que, durante a reunião, na qual esteve também presente a deputada do Bloco Mariana Aiveca, foi possível “trocar pontos de vista e perceber que muitas das nossas posições são convergentes com as posições que o Bloco de Esquerda tem defendido publicamente e na Assembleia da República.”

Maria Luísa Cabral adiantou ainda que a APRe! quer intervir “não só nas questões que têm a ver diretamente com pensões e reformas mas também na luta social relacionada com a questão da Habitação e Saúde” e que a associação estará presente nos protestos contra a política de austeridade já agendados.



 



 

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