Palestina desafia EUA e pede reconhecimento na ONU

"Este é o momento da verdade e o meu povo está à espera de ouvir a resposta do mundo", declarou Abbas no discurso na Assembleia Geral da ONU. EUA anunciaram veto, mas a Palestina viu aceita a sua adesão à Unesco, uma decisão considerada “verdadeiramente histórica".
"Este é o momento da verdade e o meu povo está à espera de ouvir a resposta do mundo", declarou Abbas.
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"Este é o momento da verdade e o meu povo está à espera de ouvir a resposta do mundo", declarou Abbas no discurso na Assembleia Geral da ONU. EUA anunciaram veto, mas a Palestina viu aceita a sua adesão à Unesco, uma decisão considerada “verdadeiramente histórica".

No dia 23 de setembro, num discurso na Assembleia Geral, o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, perguntou aos países representados se vão continuar a permitir a única ocupação no mundo. "Este é o momento da verdade e o meu povo está à espera de ouvir a resposta do mundo", declarou Abbas no discurso na Assembleia Geral da ONU. Abbas entregou o pedido de reconhecimento da Palestina como membro de pleno direito da ONU, com as fronteiras de 1967 e Jerusalém oriental como capital. "Numa altura em que o povo árabe afirma a sua busca pela democracia – a primavera árabe – chegou a altura da primavera palestina, a altura da independência", acrescentou Abbas.

Mas o presidente norte-americano Barack Obama já deixara claro que usaria o veto ao reconhecimento do Estado palestino no Conselho de Segurança, o que invalidará a decisão.

Para ser aprovado, o reconhecimento de um novo Estado precisa da aprovação de dois terços da Assembleia Geral da ONU e a aprovação também do Conselho de Segurança, onde os EUA têm direito de veto.

Até meados de setembro, 126 (65.4%) dos193 estados membros das Nações Unidas tinham reconhecido o Estado da Palestina. A população destes estados era de mais de 5.200 milhões de habitantes, totalizando cerca de 75% da população mundial. Em 26 de setembro, o Conselho de Segurança começou as analisar a questão, sem que fosse tomada uma decisão final até o fim do ano.

Diante da previsível não aceitação do reconhecimento do Estado palestiniano, Riyad Mansour, representante da Palestina nas Nações Unidas, disse que a Palestina iria continuar a tentar. “Não somos o primeiro nem seremos o último país a não conseguir na primeira tentativa”, disse. “Se não conseguirmos os votos necessários para o Conselho recomendar a admissão do Estado palestiniano à ONU”, a Palestina voltará a tentar porque “é o seu destino”, acrescentou.

Aprovada adesão da Palestina à Unesco

No dia 31 de outubro, porém, a Palestina teve uma importante vitória, ao ser aceita a sua adesão à Unesco, uma decisão considerada “verdadeiramente histórica", por Mahmoud Abbas.

"Esperamos que este seja um bom auspício para a Palestina se tornar membro de outras organizações", disse Abbas.

A votação para a integração da Palestina levou os EUA a tomar a decisão de cortar os fundos para a agência. Esta interrupção de fundos obrigou à redução de programas de alfabetização e desenvolvimento em países como o Iraque, o Afeganistão ou o recém-criado Sudão do Sul.

“Castigar a Unesco economicamente, devido a esse ato inofensivo e legal dos palestinianos, excede toda compreensão”, afirmou Riyad Mansour, representante da Palestina nas Nações Unidas, acrescentando esperar que Washington reverta a decisão de alguma forma. “Desejamos ser admitidos e contar com a recomendação do Conselho de Segurança”, afirmou.

Após a votação da Unesco, Israel decidiu reter milhões de dólares de impostos para a Autoridade Nacional Palestina (ANP), criada no contexto dos acordos de Oslo, assinados em 1993 entre a Organização para a Libertação da Palestina e Israel.

No dia 11 de setembro, a Unesco anunciou a suspensão da execução dos programas previstos até ao fim do ano.

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Dossier

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Fundador da organização acumulou derrotas na Justiça britânica contra a sua extradição para a Suécia, para ser interrogado pela acusação de crimes de natureza sexual.Mas a Wikileaks, apesar das dificuldades, manteve-se viva.

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Uma solução definitiva para a crise nuclear, que não se restringe apenas aos reatores da central, levará algumas décadas. A maioria de nós não estará, provavelmente, presente no dia em que isso ocorrer. 

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As ameaças foram muitas, a chantagem foi brutal. Mas não atemorizou os islandeses, que rejeitaram mais uma vez em referendo que o Estado pagasse a dívida de cerca de quatro mil milhões de euros à Holanda e ao Reino Unido.

Depois de 10 anos de buscas infrutíferas, os EUA conseguiram localizar e matar o líder da Al-Qaeda. Apesar de estar desarmado e não ter tentado resistir, Bin Laden foi morto imediatamente. Segundo Noam Chomsky, “a operação foi um assassinato planeado, violando as normas elementares do direito internacional.”

Em 15 de maio, realizaram-se manifestações em 58 cidades espanholas, marcando o nascimento do 15-M. Trata-se, diz Manuel Castells, de uma nova política para sair da crise a caminho de um novo modo de vida construído coletivamente.

O grupo mediático de Rupert Murdoch conseguiu durante anos espiar ilegalmente a vida de muita gente em Inglaterra. E com ligações próximas ao primeiro-ministro David Cameron, que teve um dos implicados no escândalo como diretor de comunicação do governo.

O Atlantis aterrou pela última vez a 21 de julho e foi para o museu. O seu substituto não voará tão cedo. Os cortes orçamentais norte-americanos e europeus mostram a decadência da antes chamada “aventura no espaço”.

"Este é o momento da verdade e o meu povo está à espera de ouvir a resposta do mundo", declarou Abbas no discurso na Assembleia Geral da ONU. EUA anunciaram veto, mas a Palestina viu aceita a sua adesão à Unesco, uma decisão considerada “verdadeiramente histórica".

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2011 foi o ano da crise do euro, que ameaça prolongar-se numa agonia em 2012. Na opinião do Prémio Nobel de Economia de 2001, Joseph Stiglitz, em entrevista ao jornal Página/12, a conceção geral da União Europeia foi errada.

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