Grupo Amorim despede por razões políticas

27 de janeiro 2010 - 12:22
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Bloco fez queixa à ACT por ver nestes despedimentos represálias políticas da administraçãoA empresa Cork Ribas despediu quatro trabalhadores, argumentando que eram alvo de "influência negativa" por parte do sindicato. O Bloco quer a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho.

 

"Esta motivação para o despedimento é absurda na medida em que tenta punir os trabalhadores por supostas influências de terceiros", diz o comunicado do Bloco de Esquerda que considera "inaceitável" a atitude desta empresa da indústria granuladora de cortiça do concelho de Santa Maria da Feira, que pertence ao Grupo Amorim.



O deputado Pedro Filipe Soares questionou a Autoridade para as Condições de Trabalho sobre as acções a tomar face às bases para o processo disciplinar que "são de pura perseguição política aos seus trabalhadores, colocando em causa o direito constitucional que lhes assiste de actividade política e sindical".



"O Bloco de Esquerda considera este despedimento uma clara represália do Grupo Amorim à actividade política e sindical destes trabalhadores, dado que todos são activistas políticos e sindicais. Esta é a verdadeira motivação para o seu despedimento", diz o comunicado da distrital aveirense, exigindo que "seja levantada uma contra-ordenação grave à empresa pela sua conduta, que resultou numa sanção abusiva".



O deputado bloquista vai mais longe e diz mesmo que não há coincidências neste assunto, dado que os quatro trabalhadores são reconhecidos na empresa como aderentes do Bloco de Esquerda e o Grupo Amorim é muitas vezes visado no argumentário político do Bloco. "Aliás, as causas apresentadas para o desencadear dos processos disciplinares não têm qualquer fundamento na realidade, como ficou claro nas declarações que os trabalhadores visados deram para o inquérito", afirma Pedro Filipe Soares.