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Dezenas de deputados recusaram-se a cumprir minuto de silêncio por Cónego Melo

Clique para ampliar. As cadeiras do Bloco ficaram vazias no minuto de homenagem ao cónego Melo Esta sexta-feira ficou marcada por uma situação inédita no parlamento português: o CDS propôs um voto de pesar pelo falecimento do cónego Melo, uma figura ligada aos movimentos de extrema-direita que a seguir ao 25 de Abril organizaram atentados bombistas contra militantes de esquerda. Quando o presidente da Assembleia anunciou o minuto de silêncio, a bancada do Bloco de Esquerda saiu da sala, no que foi acompanhada por algumas dezenas de deputados do PS e alguns do PSD. Veja aqui o vídeo da intervenção de Luís Fazenda e da votação que se seguiu.
 

 

As bancadas do CDS, PSD e PCP (e o que restou da bancada do PS) cumpriram de pé o minuto de silêncio em homenagem, tendo os dois deputados dos Verdes permanecido na sala, mas sentados. O debate que antecedeu o voto de pesar foi aceso, como era de esperar, mas o partido proponente surpreendeu o hemiciclo com uma apresentação inédita nestas circunstâncias. O deputado Nuno Melo começou por lançar acusações ao Bloco de Esquerda e nisso gastou boa parte da intervenção que supostamente seria para recordar o homenageado.

Por seu lado, o líder parlamentar do Bloco lembrou que o Cónego Melo assumiu publicamente a sua ligação ao MDLP, um grupo de extrema-direita que assassinou à bomba militantes de esquerda. "Nós não esquecemos a grandeza de muitos dos que ficaram debaixo das bombas. Esses não desertaram do Estado Constitucional nem se esconderam após os actos vis que cometeram", concluiu Luís Fazenda.

O voto viria a ser aprovado pelo PSD e CDS com a abstenção do PS. Os deputados do Bloco votaram contra e saíram da sala antes do minuto de silêncio. Nessa altura, instalou-se a confusão no hemiciclo, com dezenas de deputados do PS e PSD a levantarem-se também para abandonarem a sala, recusando prestar qualquer homenagem ao cónego Melo, mesmo depois de morto.

 


Vídeo da intervenção de Luís Fazenda e a votação sem a presença de muitos deputados do Bloco, PS e PSD.

 

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