Biografia

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  • A austeridade imposta aos pobres e à classe média tem como contrapartida um país em quinto lugar na compra de automóveis de topo de gama e em que bancos em risco de falência atribuem prémios milionários aos seus gestores.

  • Defender a privatização dos CTT é fragilizar gravemente a coesão social e territorial do País.

  • A oposição ao governo da austeridade não é um truque nem um exercício de simulação. É a afirmação clara de um contraste e a defesa lúcida e corajosa de uma alternativa de conjunto ao modelo social que se está a implantar e às políticas que lhe dão suporte.

  • Portugal vive um tempo dominado por estratégias de fabricação de um senso comum que misturam sabiamente simplismo indolente com moralismo mesquinho.

  • Muito para lá de um juízo sobre o fundamento rigoroso das políticas, o que este caso (o afamado "This time is diferent", dos economistas Reinhart e Rogoff) traz à ribalta é a natureza ideológica marcada de um discurso que se reclama da exatidão e do rigor científico.

  • Primeiro, acho que a vossa incompetência é confrangedora. Em segundo lugar, acho que sois responsáveis pelo maior ataque à democracia em Portugal desde 1974. Em terceiro lugar, acho que estais a destruir o meu país.

  • Há uma escolha decisiva que o País tem de fazer: renegociar a dívida ou naufragar nela. Só por cegueira ideológica se pode teimar em negá-lo.

  • A não regulação é sempre pior que uma regulação incompleta e imperfeita.

  • O CDS ensaia uma nova estratégia de disfarce. Agora querem que vejamos nele o partido da consciência crítica da austeridade. Há um pequeno senão: trata-se de um partido que apoia, uma a uma, todas as medidas de austeridade.

  • A resistência solidária à expulsão do euro é hoje a maior batalha que se exige dos europeístas. Em nome de uma Europa de esperança.

  • São as políticas de empobrecimento e humilhação - de que Juncker, Barroso, Merkel e o centrão europeu têm sido intérpretes primeiros - que nos estão a atirar de novo para as mãos dos demónios da guerra.

  • O ganho maior da manifestação multitudinária de 2 deste mês foi esse: a estratégia da guerra de gerações não passará.

  • A falsa alternativa entre os campeões da austeridade e os populismos descabelados é a herança mais perigosa que a ditadura do combate ao défice legará à Europa.

  • O suposto ano suplementar não servirá para corrigir a estratégia mas sim para a aplicar, sem alterações de nenhum tipo, conseguindo para isso um quadro de menor resistência social.

  • Quando penso no país do bloco central é Coimbra que me vem logo à cabeça. E isso desgosta-me como conimbricense.