Joana Mortágua

Joana Mortágua

Dirigente do Bloco de Esquerda, licenciada em relações internacionais.

As previsões dizem que o Brasil pode estar sentado em cima de 30 milhões de barris de petróleo na Foz do Amazonas. O argumento de que os combustíveis fósseis são essenciais para financiar a segurança e a transição energética do país têm sido repetidos pelo governo e desmentidos por inúmeros especialistas.

Não celebro o fim da hipocrisia, acho que havia nela uma réstia de ilusão sobre um mundo em que os pequenos conseguem proteger-se contra os desvarios dos grandes.

Ainda estamos no tempo das decisões individuais. Quando esse tempo passar, espero que em breve, gostaria de apoiar um candidato que seja claramente a favor do reconhecimento da Palestina e que possa levar a resistência democrática e a defesa dos direitos constitucionais à segunda volta das presidenciais. António Sampaio da Nóvoa cumpre estes critérios e, se avançar, terá o meu apoio.

Na Cimeira da NATO, Europa adota remilitarização por consenso contra ‘perigo existencial’, ignorando que os perigos reais estão entranhados na própria sociedade.

O progresso nos direitos das mulheres obtido com a lei que reconheceu a violência obstétrica é intolerável para os partidos que suportam o Governo de Luís Montenegro.

Ricardo Costa lamenta que "a economia, o crescimento ou os impostos" se tenham tornado "temas de segunda categoria”, responsabilidade do binómio “Woke/Anti-Woke”. No entanto, preferiu omitir o “extremismo” de quem escondeu o próprio programa e anunciou deportações em plena campanha eleitoral.

Não há uma conquista feminista neste país que não tenha a marca do Bloco de Esquerda! Há quem em Portugal, dizendo que defende os direitos das mulheres, exerce uma cumplicidade oportunista. Essa é a tarefa da direita portuguesa que toda unida no parlamento está “unida numa guerra cultural contra a igualdade de género.

Entregar à gestão privada o Hospital Garcia de Orta não serve a população e os serviços de saúde na margem sul. Trata-se de um preconceito ideológico relativo aos supostos benefícios da presença de privados no SNS e vai apenas contribuir para a sua desarticulação.

Rapidamente professores, movimentos das pessoas com deficiência e várias outras pessoas e entidades manifestaram repúdio contra a intervenção do Chega sobre deficiência. O que aconteceu no Parlamento não é normal nem aceitável. Mas os tempos que vivemos são perigosamente anormais.

Passou mais de um mês e nada mudou: todas as manhãs a população do distrito de Setúbal continua a sofrer para apanhar o comboio. A Fertagus não está a cumprir o serviço público a que está obrigada e está a vedar a milhares de trabalhadores do direito à mobilidade.