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Vigília para salvar horta comunitária da Damaia

Há sete meses, um grupo de moradores começou a desenvolver uma horta comunitária num espaço degradado de uma antiga escola primária. Agora a Câmara da Amadora quer demolir o pavilhão e a horta. Os moradores estão em vigília para a salvar (evento no fb), têm um grupo no facebook e uma petição em sua defesa na internet.
Um grupo de moradores começou a desenvolver a horta comunitária no espaço que estava degradado, agora a Câmara da Amadora quer demolir o pavilhão e a horta.

Um grupo de moradores iniciou há sete meses uma horta biológica comunitária num espaço degradado de uma antiga escola primária na Damaia, concelho da Amadora. No espaço do grupo no facebook, defendem que “as Hortas em espaços urbanos são uma forma de utilização de espaços verdes que se vem tornando cada vez mais frequente no mundo” e esclarecem: “Nas traseiras na Praceta Marquês de Castelo Novo, paralela à Av. Padre Himalaia, no espaço da antiga escola primaria, começámos há cerca de 7 meses a desenvolver no terreno abandonado uma horta, que deverá ser de todos, podendo ser um exemplo para mais pessoas começarem a desenvolver por sua iniciativa hortas urbanas”.

Na petição clarificam que procuraram saber “os planos da Câmara Municipal da Amadora de construção para o local” e que foram informados que “não existe nenhum plano de construção, arruamento ou jardinagem para a área”.

Porém, nesta quinta feira foram confrontados com a acção de funcionários camarários de demolição de parte de um antigo pavilhão da escola, só interrompida depois de terem sido avisados pelos moradores que as paredes do pavilhão estão revestidas a amianto, constituindo a sua demolição um risco grave e um crime ambiental. Rui Ruivo disse à Lusa: “Neste momento não sabemos até que ponto o solo da horta e o ar não estão contaminados. Os funcionários da câmara estavam a demolir o edifício até que nós os alertámos para esta questão do amianto, só então pararam”.

A Câmara da Amadora disse à agência que irão demolir o pavilhão porque “era um foco de problemas”, depois a horta e prometem que “naquele lugar vai nascer um futuro espaço verde. A câmara está a preparar um projecto de hortas comunitárias, com cerca de cinco hectares, para onde estas pessoas depois podem ir”.

Os moradores estão, naturalmente, indignados com a atitude da Câmara, fazem vigília nesta sexta feira e realizam neste sábado um pique-nique a partir das 10 horas. Rui Ruivo declarou à Lusa: “Nunca ninguém se preocupou com isto. É um espaço que está a ser desenvolvido para o bem comum. Vamos responder com as armas que temos e já recolhemos 500 assinaturas”.

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Comentários

Uma correcção é devida: Antes de entrar a retro-escavadora para demolir, eu avisei os técnicos da demolição que as paredes continham amianto. Um dos técnicos bateu com o punho na parede do lado de fora disse "Não, não é nada!" e seguiu caminho. Perguntei pelo responsável pela obra de demolição e o mesmo não se quis apresentar/identificar nem se dignou a ouvir o que eu tinha para lhe dizer. O Comandante da Polícia Municipal da Amadora, o mesmo que recusou identificar-se, ignorou repetidamente os avisos feitos por um Engº Civil que entretanto chegou ao local. Só mandou parar a demolição à 4ª ou 5ª vez que foi advertido da existência de amianto, já com um 2º Eng.º Civil no local, e da forma correcta de se fazer uma demolição com este material tóxico. O resultado está à vista, o local está mais perigoso agora em termos de saúde pública, do que estava antes da demolição!

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