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Rosa Coutinho (1926-2010)

Era conhecido como o “Almirante vermelho”; fez parte da Junta de Salvação Nacional após o 25 de Abril e também do Conselho da Revolução. Foi Alto-Comissário em Angola.
O "Almirante Vermelho"

O almirante António Alva Rosa Coutinho morreu esta quarta-feira aos 84 anos, vítima de doença prolongada, disse à agência Lusa o presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço. O seu corpo está em câmara ardente na Capela de São Roque, nas instalações da Marinha, realizando-se o funeral quinta feira a partir das 15h.

Oficial da Armada, nos anos 60, foi capturado, quando realizava uma missão de patrulhamento no rio Zaire, pela Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), o que lhe valeu alguns meses de privação da liberdade.

No 25 de Abril de 1974 já era capitão-de-fragata quando foi designado para a Junta de Salvação Nacional (JSN). Uma das primeiras funções foi como coordenador da Comissão de Extinção da PIDE-DGS e Legião Portuguesa.

Manteve-se membro da JSN após a tentativa de golpe de 28 de Setembro de 1974, e assumiu o cargo de Alto-Comissário em Angola a partir de Outubro, permanecendo no território até à assinatura dos Acordos de Alvor (Janeiro de 1975), entre o Estado Português e os três movimentos de libertação - FNLA, Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA). .

A sua posição política próxima do Partido Comunista Português (PCP) valeu-lhe o epíteto de «almirante vermelho». Depois da tentativa de golpe em 11 de Março de 1975, entrou no recém-criado Conselho da Revolução.

Afastado do Coselho após o 25 de Novembro, passou à reserva pouco depois e não voltaria à ribalta político-militar.

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