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Que se lixe a Troika! convoca manifestação para hoje

Neste dia de greve geral, os organizadores do protesto “Que se lixe a Troika!”, convocam uma manifestação em Lisboa, com ponto de encontro na Embaixada de Espanha (Av. da Liberdade), às 14h. Durante a manhã, um piquete móvel irá percorrer as ruas da capital. CGTP marca 39 concentrações em 12 distritos. Os estudantes universitários também param.

Os organizadores do protesto “Que se lixe a Troika!” convocam para uma manifestação no dia da greve geral, em Lisboa. O ponto de encontro é na Embaixada de Espanha (Av. da Liberdade), às 14h, “para demonstrar a solidariedade internacional do protesto". “Daí partiremos em direção ao Rossio, onde nos iremos juntar ao movimento sindical e a todas e todos aqueles que estiverem na rua, para depois rumar à Assembleia da República”, anunciam em comunicado de imprensa. Ver evento no Facebook.

Antes da manifestação, durante a manhã da greve, um piquete móvel irá percorrer as ruas da capital.

Para o grupo “Que se lixe a Troika”, esta greve geral “é a resposta internacional de trabalhadores e trabalhadoras, de cidadãos e cidadãs de diversos países que sentem que algo de extraordinário deve ser feito, em nome já não apenas do presente, mas também do futuro das próximas gerações”.

Criticam as políticas de “violência austeritária ilimitada, de restrição dos direitos laborais e cívicos e de fragilização da democracia e da liberdade”. Trata-se de “um ataque à escala global que tem de ter uma resposta ampla e internacional”, defendem. “E nesta Greve Geral juntam-se, pela primeira vez, as vozes de cada um de nós, na Europa, no mundo, num coro de protesto e de busca de alternativas”, dizem ainda, sublinhando o caráter internacional do protesto da próxima quarta-feira.

“Fazer greve no dia 14 de Novembro, para além de um legítimo direito dos trabalhadores e trabalhadoras, é uma exigência de cidadania. Fazer greve nesse dia é muito mais do que não comparecer no local de trabalho. Fazer greve pode ser também um ato de reflexão, de discussão e de criação de alternativas”, afirmam.

No dia 14, param porque querem “parar este violentíssimo Orçamento de Estado, aprovado por deputados que fogem do Povo e proposto por governantes que se escondem do Povo que dizem representar”.

CGTP marca 39 concentrações em 12 distritos no dia da greve geral

Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu, Açores e Madeira são, de acordo com a informação facultada à Lusa pela CGTP, distritos onde trabalhadores, desempregados e pensionistas poderão mostrar nas ruas o protesto que levou à marcação da greve geral. Em Lisboa, está marcada uma concentração para as 14h30, na praça do Rossio. Ver informação sobre concentrações aqui.

Quando anunciou esta ação de luta, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, apelou à convergência do movimento sindical na greve geral, dia não só de protesto mas também de propostas alternativas para o país. Será uma greve geral com o lema: “Contra a Exploração e o Empobrecimento, Mudar de Política - Por um Portugal com Futuro”.

No dia 14, os estudantes universitários também param

“No dia 14, não vamos às aulas”, lê-se num dos cartazes do movimento “Estudantes pela Greve Geral”, uma mensagem que dificilmente podia ser mais clara: eles não são trabalhadores, mas têm (muitos) motivos para protestar. E dia de Greve Geral é dia de parar: “Se o Governo fecha para alguns, nós fechamos por todos”.

O movimento “Estudantes pela Greve Geral” tem trabalhado na divulgação da precariedade no Ensino Superior, falando com professores e funcionários e debatendo formas de combater as desistências. E não são só os estudantes portugueses a associarem-se à luta dos trabalhadores: pelo menos em Espanha, em França, na Grécia e em Itália, muitos jovens já prometeram não ir às aulas no dia 14 de Novembro.

“A greve dos estudantes universitários é também por aqueles que não podem fazer greve e em solidariedade com os trabalhadores que fazem”, explicou ao Público uma das estudantes do grupo, Ana Júlia Filipe, que no dia 14 não vai às aulas também pela mãe, trabalhadora numa empresa há mais de 30 anos e sem salário certo por causa das dificuldades do empregador.

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