Os protestos, convocados pela Cimeira Social, que reúne 150 organizações, entre as quais as CC OO e a UGT, realizam-se sob o lema “Querem arruinar o país, há-que impedi-lo”, e contam com a presença, segundo noticia o El País, de representantes do PSOE e da Izquierda Unida.
Em Madrid, milhares de pessoas iniciaram, por volta do meio dia (11h em Lisboa) uma marcha entre a Praça de Legazpi e Atocha. Muitas pancartas e camisas ostentavam palavras de ordem a favor do emprego público e dos serviços públicos
No início da iniciativa, Gaspar Llamazares, deputado da Izquierda Unidasublinhou que os cidadãos “têm toda a razão ao não reconhecerem legitimidade” ao governo, mediante a “imposição” do Orçamento para 2013.
Já Ignacio Fernández Toxo (CC OO) e Cándido Méndez (UGT) pediram ao governo espanhol que convoque um referendo sobre as medidas de austeridade antes que a situação se torne “explosiva e insustentável”.
No comunicado de convocação dos protestos, a Cimeira Social reclama “uma saída da crise que garanta a reactivação económica, a geração de emprego e a protecção do ‘diminuído’ Estado Social” e condena “a deriva autoritária que o governo está a adotar” com a “repressão das manifestações”
“Cada organização [que compõem a Cimeira] vai ter 15 a 20 dias para refletir internamente a convocatória de uma Greve Geral. Está nas mãos do governo que esta seja ou não uma realidade”, avança ainda a organização neste documento.
Na semana passada, Ignacio Fernández Toxo e Cándido Méndez já tinham sublinhado a importância de promover uma Greve Geral comum com os sindicatos do sul da Europa.
Segundo uma sondagem da Metroscopia para o El País, 77% dos cidadãos espanhóis (3 em cada 4) concordam com os argumentos dos manifestantes do 25-S.