Numa entrevista que será publicada este domingo no "Correio da Manhã", Pedro Passos Coelho foi questionado sobre a pensão que espera receber quando chegar à idade de se aposentar. "Sensivelmente metade daquela que existia antes de 2007. Talvez um pouco mais para todos aqueles que entraram na vida ativa nos últimos dez anos, o que não é o meu caso, que entrei há bastante mais", declarou o primeiro-ministro.
O jornal também lhe perguntou o que acha de aumentar a idade de reforma para os 67 anos, ao que Passos respondeu que é essa a tendência europeia, mas que não está incluída no programa da troika, em vigor até 2013. Questionado sobre o que fará depois disso, Passos Coelho preferiu fugir à pergunta, dizendo que "ninguém está em condições de falar no que vai acontecer daqui a três, quatro ou cinco anos".
Já sobre a privatização do sistema de Segurança Social em Portugal, com os trabalhadores a descontarem para uma pensão de valor mínimo no sistema público e a entregarem parte do seu salário aos bancos e seguradoras na esperança de vir a receber um complemento de pensão no fim da carreira contributiva, Passos Coelho mostrou ter menos dúvidas.
O primeiro-ministro diz que "isso está inscrito no programa eleitoral do PSD" e "esse deve ser o caminho para o futuro". Com a privatização do sistema, "qualquer que tenha sido a carreira contributiva, os pensionistas sabem que não obterão da Segurança Social uma pensão superior a um determinado valor e que, portanto, devem fazer aplicações (geridas ou não pelo Estado), de forma a terem uma pensão mais generosa do que está estabelecida", defendeu Passos Coelho.
Mas a privatização do sistema não parece entrar nos planos do Governo para breve. "Isso pode vir a acontecer, mas não está nas nossas intenções do curto prazo mexer nessa matéria", acrescentou Passos Coelho.
Passos Coelho: "Reformas vão valer metade" daqui a 20 anos
17 de dezembro 2011 - 16:26
O primeiro-ministro diz que quando chegar a altura da sua reforma, o valor das pensões será cerca de metade das que existiam em 2007. Passos Coelho voltou a defender a privatização da Segurança Social e abriu a porta para novo aumento da idade da reforma depois de 2013.
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Foto José Sena Goulão/Lusa