Oito chumbos (cinco espanhóis) nos testes bancários de stress

16 de julho 2011 - 1:37

Oito dos 91 bancos europeus avaliados foram reprovados nos testes de resistência (ou stress) promovidos pela Autoridade Bancária Europeia ABE): cinco espanhóis, dois gregos e um austríaco.

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A ABE divulgou ao fim da tarde de sexta-feira os aguardados resultados testes de stress, supostamente efectuados em condições de dificuldades extremas, mas realistas, em dados como o crescimento económico (uma recessão de dois anos), desemprego, inflação e consumo.

Dos 91 bancos testados, representante 65 por cento dos activos europeus – o que significa que numerosas instituições europeias não foram submetidas – cinco espanhóis, dois gregos e um austríaco não garantiram os cinco por cento de capitais próprios de “máxima resistência”” e poderão ser objecto de auxílios dos respectivos governos, de acordo com o comunicado dos ministros das Finanças da Zona Europa de terça-feira passada. Os quatro bancos portugueses submetidos: BCP, BPI, Caixa Geral de Depósitos e Espírito Santo, passaram nos testes.

Segundo a ABE, 16 dos bancos testados passaram à justa com seis por cento dos capitais próprios de “máxima resistência” requeridos.

O número de bancos reprovados fica aquém dos 12 previstos recentemente pelo Financial Times. O El País previa três bancos espanhóis e acabaram por ser cinco a reprovar: CatalyniaCaixa, Unmim, CAM, Grupo Caja 3 e Banco Pastor. A Espanha foi o país que mais bancos submeteu, 24, representando 95 por cento dos activos do país. A Alemanha submeteu 13 e a França quatro.

Os bancos reprovados necessitam de um capital adicional de 2500 milhões de dólares.

Os resultados deste ano traduzem mais uma reprovação do que em 2010, ano em que os testes foram criticados por serem demasiado “brandos”. Foram então afectados cinco bancos espanhóis, um alemão e um grego. As críticas basearam-se no facto de a operação não ter detectado a fragilidade de bancos irlandeses.


Artigo publicado no portal do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu