Congratulando “o fracasso de um projecto obscuro e calamitoso”, Jean-Luc Mélenchon mostrou-se confiante de que, com a vitória do ‘não’, “começará uma nova página na Europa, já que os gregos resistiram apesar de estarem submetidos a uma violência inverosímil".
O líder do Front de Gauche denunciou uma “União Europeia que é capaz de praticar atos de guerra contra os povos que resistem aos tratados orçamentais”, defendendo que “o que está a ser feito contra a Grécia é um golpe de estado”.
Segundo Mélenchon, “a crise na Grécia foi provocada de forma deliberada pelo Eurogrupo e pelo governo CDU-CSU de Angela Merkel com a cumplicidade” do presidente francês.
“A soberania nacional é a soberania popular”, adiantou, salientando que “nada está acima do direito do povo”.
“Queremos uma moeda ao serviço dos seres humanos e não o inverso”, acrescentou Jean-Luc Mélenchon, advogando que “devemos agora falar seriamente sobre o facto de as dívidas soberanas na Europa não serem reembolsáveis”, apoiando a ideia de que é necessário promover uma conferência europeia das dívidas soberanas.
“A zona euro deve ser governada de outra forma (…) é preciso dizer não a Angela Merkel. É preciso encontrar uma saída por cima e voltar a pôr o euro em circulação na Grécia. O importante é encontrar um caminho de paz. Todas as violências conduzirão inevitavelmente à violência dentro do país e entre os países”, referiu.
O líder do Front de Gauche apelou a François Hollande para que impeça a expulsão da Grécia da zona euro.