Mélenchon: "’Não’ grego abrirá uma nova página na Europa”

06 de julho 2015 - 0:44

O líder do Front de Gauche defendeu este domingo que “a crise na Grécia foi provocada de forma deliberada pelo Eurogrupo e pelo governo CDU/CSU de Angela Merkel” com a cumplicidade do presidente francês.

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Congratulando “o fracasso de um projecto obscuro e calamitoso”, Jean-Luc Mélenchon mostrou-se confiante de que, com a vitória do ‘não’, “começará uma nova página na Europa, já que os gregos resistiram apesar de estarem submetidos a uma violência inverosímil".

 O líder do Front de Gauche denunciou uma “União Europeia que é capaz de praticar atos de guerra contra os povos que resistem aos tratados orçamentais”, defendendo que “o que está a ser feito contra a Grécia é um golpe de estado”.

 Segundo Mélenchon, “a crise na Grécia foi provocada de forma deliberada pelo Eurogrupo e pelo governo CDU-CSU de Angela Merkel com a cumplicidade” do presidente francês.

 “A soberania nacional é a soberania popular”, adiantou, salientando que “nada está acima do direito do povo”.

 “Queremos uma moeda ao serviço dos seres humanos e não o inverso”, acrescentou Jean-Luc Mélenchon, advogando que “devemos agora falar seriamente sobre o facto de as dívidas soberanas na Europa não serem reembolsáveis”, apoiando a ideia de que é necessário promover uma conferência europeia das dívidas soberanas.

“A zona euro deve ser governada de outra forma (…) é preciso dizer não a Angela Merkel. É preciso encontrar uma saída por cima e voltar a pôr o euro em circulação na Grécia. O importante é encontrar um caminho de paz. Todas as violências conduzirão inevitavelmente à violência dentro do país e entre os países”, referiu.

O líder do Front de Gauche apelou a François Hollande para que impeça a expulsão da Grécia da zona euro.