Marcha fúnebre contra despedimentos na Orquestra Metropolitana

Músicos fazem greve contra despedimento coletivo de sete funcionários, cinco dos quais dirigentes sindicais e membros da CT. Maestro António Vitorino d’Almeida associa-se ao protesto.
Vitorino d’Almeida resolveu associar-se ao protesto por discordar do despedimento de sete dos cerca de 150 músicos da orquestra. Foto de Paulete Matos

O maestro António Vitorino d’Almeida dirigiu nesta quinta-feira uma marcha fúnebre tocada por músicos da Orquestra Metropolitana de Lisboa diante da Câmara de Lisboa, em protesto contra o despedimento de sete profissionais.

Os trabalhadores da Associação Música Educação e Cultura (AMEC), que tutela a Orquestra Metropolitana de Lisboa, fizeram esta quinta uma greve para exigir a suspensão do despedimento coletivo e exigir maior dotação financeira para a instituição.

A greve foi convocada pelo sindicato CENA, de músicos, profissionais do espetáculo e do audiovisual, e pela Comissão de Trabalhadores (CT-AMEC), e contou com o apoio da CGTP-IN.

As organizações laborais querem que a atual direção, liderada pelo maestro Cesário Costa, se demita, acusando-a de ser “responsável pela instauração de um clima de terror e intimidação reinante, que inibe os processos criativos de comunicação artística e cultural".

Cinco dos sete músicos despedidos são dirigentes sindicais e membros da comissão de trabalhadores, frisa o sindicato. “Estamos estupefactos com o facto de a Câmara de Lisboa, principal fundadora e financiadora do projeto da Metropolitana desde sempre, estar de acordo com estes despedimentos políticos”, afirma o sindicato em comunicado.

Além do protesto diante no largo do Município, os músicos organizaram atividades na sede da orquestra, junto à antiga FIL, como um debate sobre direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores, seguindo-se, entre as 17h e as 19h, assembleias gerais de pais, alunos e funcionários. Das 19h em diante haverá um concerto com os Pequenos Violinos, seguido de uma festa.

Vitorino d’Almeida resolveu associar-se ao protesto por discordar do despedimento de sete dos cerca de 150 músicos da orquestra. “Quem é que vai agora defender os músicos que ficaram?”, interrogou.

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