Dos 191,3 milhões de euros que o governo regional da Madeira recebeu até ao final de 2010 para responder aos efeitos do temporal registado neste arquipélago em Fevereiro de 2010, e que causou prejuízos que ascendem a 1080 milhões de euros, só foram investidos 56,3 milhões de euros.
Cerca de três quartos da verba arrecadada ter-se-ão mantido, segundo o Tribunal de Contas, nos cofres do governo regional da Madeira.
Segundo o relatório divulgado pelo Tribunal de Contas, das 30 medidas que integram as seis acções que compõem a “Estratégia de Gestão do Risco e de Protecção contra os efeitos das Aluviões/Inundações”, em finais de 2010, apenas 11 (36,7%) encontravam-se em fase de projecção e nenhuma havia sido executada.
Entre as empresas adjudicadas, mediante ajuste directo, para os projectos de reconstrução e regularização das ribeiras de Santa Luzia, de João Gomes e de São João, está a Norvia-Prima, empresa detida por Jaime Ramos, secretário-geral do PSD regional. Esta empresa estará responsável pelo polémico projecto que inclui a construção de um cais para cruzeiros onde está o aterro com inertes recolhidos no temporal, para o qual subcontratou a WW-Consultores de Hidráulicas e Obras Marítimas, responsável pela controversa marina do Lugar de Baixo, encerrada há anos por questões de segurança.