Krugman critica “política zombie” de Merkel

Numa entrevista à revista alemã Der Spiegel, o prémio Nobel da Economia Paul Krugmann critica duramente a política de ajustes financeiros imposta por Berlim, defendendo uma intervenção do BCE e não a “política zombie” de Angela Merkel. “A natureza dos zombies é seguirem caminhando e tropeçando sem se importarem com quantas mortes causaram”, explica.
Krugmann critica duramente a política de ajustes financeiros imposta por Berlim, defendendo uma intervenção do BCE e não a “política zombie” de Angela Merkel.
Krugmann critica duramente a política de ajustes financeiros imposta por Berlim, defendendo uma intervenção do BCE e não a “política zombie” de Angela Merkel.

Numa entrevista à revista alemã Der Spiegel, Krugman critica duramente a política de ajustes financeiros imposta por Berlim, defendendo uma intervenção do BCE e não a “política zombie” de Angela Merkel.

“A natureza dos zombies é seguirem caminhando e tropeçando sem se importarem com quantas mortes causaram. O mesmo acontece com a política de contenção e ajustes”, explicou. Até porque, continuou, “desde há dois anos que é claro que não leva a parte nenhuma e não representa um modelo de êxito”.

Sobre a situação grega, o prémio Nobel da Economia considera inevitável a saída da Grécia da zona euro pois nenhuma das soluções até agora propostas é uma verdadeira alternativa.

“Detesto dizê-lo porque é como gritar fogo num teatro cheio. Mas, não há alternativa, Todas as soluções que se discutem não servem para remediar o desastre”, defendeu. A saída da Grécia da zona euro terá como consequência uma fuga de capital nos países vizinhos da área do euro e a retirada em massa dos depósitos bancários mas o Banco Central Europeu (BCE) tem a possibilidade de enfrentar a situação com injeções de liquidez, defendeu Paul Krugman, insistindo numa posição que tem vindo a tornar pública em sucessivas entrevistas e artigos.

Segundo o economista, do ponto de vista político, os casos de Itália e Espanha são “mais fáceis que o da Grécia porque os seus problemas não surgiram da irresponsabilidade absoluta”.

Por outro lado, países como a Espanha ou a Itália não devem entrar numa política keynesiana de grandes investimentos públicos porque não poderiam ser financiadas.
“As decisões autênticas só podem ser tomadas em Frankfurt ou em Berlim”, afirmou Krugman, que pede ao BCE para “não exagerar” na sua luta contra a inflação.

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