Milhares de pessoas manifestaram-se em Telavive e noutras cidades de Israel, nomeadamente em Haifa, Be'er Sheva, Jerusalém e Afula, para comemorar os protestos sociais do verão passado e lutar por direitos sociais.
Durante a marcha, um homem de 52 anos regou-se com gasolina e largou fogo, tendo de ser hospitalizado em estado grave. Antes leu uma carta onde afirma: “O Estado de Israel roubou-me e deixou-me sem nada”. E ainda: “Eu acuso Israel, [o primeiro-ministro] Benjamin Netanyahu e [o ministro das Finanças] Youval Steinitz pela humilhação constante a que os cidadãos de Israel se sujeitam diariamente. Eles tiram aos pobres para dar aos ricos”.
Segundo Ofer Barkan, um ativista social israelita, o homem que tentou imolar-se participou nos protestos do ano passado, depois o seu negócio faliu, tornou-se motorista de táxi, mas depois sofreu um enfarte e ficou desempregado. Mudou-se então para Haifa, porque não tinha dinheiro para viver em Telavive, mas em Haifa duas comissões do ministério da Habitação rejeitaram o seu pedido de casa, apesar do ataque cardíaco que sofrera. Depois da tentativa de imolação, muitos manifestantes dirigiram-se ao hospital Ichilov. Alguns deles planeiam manifestar-se domingo em Haifa.
Os milhares de manifestantes que participaram na marcha deste sábado, gritaram: “O povo exige justiça social” e “Bibi [referindo-se ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu] volta para casa”.
Daphni Leef, uma das pessoas que lançou os protestos sociais de há um ano, disse ao jornal Haaretz que a mensagem de há um ano não mudou, “queremos uma sociedade justa” e acrescentou: “Hoje estamos também a comemorar. Quando as pessoas tomam as ruas, entendem que têm poder e que estão certos.”